Durante o período de folia, a variedade de opções para adquirir bebidas, como restaurantes, bares e barraquinhas, aumenta. No entanto, é crucial que os consumidores estejam atentos para evitar a ingestão de produtos adulterados ou falsificados. Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, bebidas falsificadas frequentemente contêm metanol, um álcool utilizado na adulteração […]
Durante o período de folia, a variedade de opções para adquirir bebidas, como restaurantes, bares e barraquinhas, aumenta. No entanto, é crucial que os consumidores estejam atentos para evitar a ingestão de produtos adulterados ou falsificados. Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, bebidas falsificadas frequentemente contêm metanol, um álcool utilizado na adulteração de combustíveis, que é adicionado para aumentar o volume e, assim, o lucro.
O toxicologista Alvaro Pulchinelli, do Grupo Fleury, alerta que, embora os efeitos iniciais do consumo de bebidas adulteradas possam ser semelhantes aos de rótulos originais, as substâncias utilizadas podem causar sérios danos ao organismo. Ele explica que, após a ingestão, os efeitos se assemelham à embriaguez comum, como comprometimento da coordenação motora e da fala, já que os aditivos não alteram o sabor.
Os riscos associados ao consumo de bebidas falsificadas incluem infecções graves e condições como gastroenterite, acidose metabólica e insuficiência renal. Pulchinelli destaca que o metanol pode afetar o sistema nervoso, levando a problemas como perda de visão, devido ao ataque ao nervo óptico. O tratamento requer atendimento hospitalar, pois não é possível curar a intoxicação em casa.
A Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro recomenda que, ao suspeitar da procedência de uma bebida, o consumidor deve evitar a ingestão e denunciar o estabelecimento ao PROCON. Em 2024, mais de 150 litros de bebidas adulteradas foram apreendidos no estado, reforçando a importância de seguir orientações de segurança ao realizar compras.
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