Após o reforço nas investigações sobre o surto de doenças que resultou na morte de ao menos 60 pessoas na República Democrática do Congo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou uma possível causa: envenenamento por uma fonte de água nos vilarejos afetados. A suspeita foi apresentada na última sexta-feira, 28, pelo diretor-executivo do Programa […]
Após o reforço nas investigações sobre o surto de doenças que resultou na morte de ao menos 60 pessoas na República Democrática do Congo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou uma possível causa: envenenamento por uma fonte de água nos vilarejos afetados. A suspeita foi apresentada na última sexta-feira, 28, pelo diretor-executivo do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Mike Ryan, que afirmou que os sintomas observados sugerem um evento tóxico. Testes laboratoriais mostraram resultados negativos para infecções conhecidas, como ebola e o vírus Marburg.
As investigações continuam, com mais de 80 agentes comunitários de saúde na região para monitorar e relatar os casos. Ryan destacou a preocupação com o aumento de doenças na população vulnerável, mencionando que muitos estão morrendo de malária e outras enfermidades. Ele enfatizou que a OMS não cessará as investigações até determinar a verdadeira causa do surto, que se concentra na província de Equateur.
Os registros mais recentes indicam 158 casos e 58 mortes em Basankusu, além de outras 141 pessoas adoecidas. Três surtos foram identificados, incluindo um em janeiro que resultou em 12 casos e oito mortes em Bolamba. Os sintomas relatados incluem febre, dor de cabeça, calafrios, e vômito, entre outros. O surto ganhou atenção após três crianças que consumiram carne de morcego morrerem em 48 horas, levando a investigações sobre possíveis vírus transmitidos por esses animais.
Análises iniciais revelaram que quase 50% das amostras coletadas de pacientes testaram positivo para malária, uma doença comum na região. As autoridades de saúde estão atentas ao surto e à sua evolução, buscando entender melhor a situação e proteger a população local.
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