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São Paulo registra primeiro caso da nova cepa de mpox, a Clado 1b, em paciente com histórico de contato na África

- O Brasil confirmou o primeiro caso da cepa 1b da mpox em uma mulher de 29 anos. - A paciente, residente na Grande São Paulo, está internada e com quadro estável. - A cepa 1b é mais letal e já causou surtos na República Democrática do Congo. - A OMS declarou emergência de saúde pública devido à gravidade da nova cepa. - Vigilância sanitária monitora contatos da paciente para evitar novos casos.

O Ministério da Saúde confirmou, nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024, o primeiro caso da nova cepa do vírus da mpox, chamada Clado 1b, no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos da Grande São Paulo, teve contato recente com um parente da República Democrática do Congo, onde a cepa é endêmica. Os […]

O Ministério da Saúde confirmou, nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024, o primeiro caso da nova cepa do vírus da mpox, chamada Clado 1b, no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos da Grande São Paulo, teve contato recente com um parente da República Democrática do Congo, onde a cepa é endêmica. Os sintomas começaram em 16 de fevereiro e, atualmente, ela está internada em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com quadro clínico estável.

Até o momento, este é o único caso registrado da cepa 1b no país. A doença, que causa erupções cutâneas e aumento dos gânglios linfáticos, também pode provocar febre, dores de cabeça e fadiga. A Vigilância Sanitária de São Paulo está monitorando pessoas que tiveram contato com a paciente. Em 2023, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox, sendo 1.126 apenas no estado de São Paulo, sem mortes associadas nos últimos dois anos.

A cepa 1b é considerada mais letal, com uma taxa de letalidade estimada em até 10%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública em agosto de 2023 devido a um surto na RDC. A transmissão do vírus ocorre principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais ou materiais contaminados. A OMS alerta que a cepa 1b pode ser transmitida sexualmente, assim como a cepa 2b, que já havia causado um surto global em 2022.

A Secretaria de Saúde de São Paulo reforçou a importância da vigilância e do monitoramento da doença. Até agora, foram confirmados 115 casos de mpox em 2024 no estado, sem óbitos. A recomendação é que, em caso de suspeita, a população procure uma unidade de saúde para avaliação e siga as orientações para evitar a transmissão da doença.

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