O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2024, com especialistas para discutir ações de controle da dengue no Brasil. O encontro teve como objetivo analisar e aprimorar estratégias em parceria com a sociedade, estados e municípios, visando reduzir casos graves e evitar óbitos. Padilha enfatizou a importância de […]
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2024, com especialistas para discutir ações de controle da dengue no Brasil. O encontro teve como objetivo analisar e aprimorar estratégias em parceria com a sociedade, estados e municípios, visando reduzir casos graves e evitar óbitos. Padilha enfatizou a importância de um alerta constante sobre a doença, afirmando que “não podemos baixar a guarda”.
Durante a reunião, foram abordadas decisões baseadas em evidências e diretrizes para uma resposta nacional unificada contra a dengue. Participaram integrantes da Câmara Técnica de Assessoramento (CTA) em Arboviroses, incluindo profissionais do SUS, cientistas e representantes de organizações da sociedade civil, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O grupo, composto por 17 membros, discutiu políticas públicas para prevenção e controle das arboviroses.
Fernando Avendanho, do Conass, destacou a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica e o manejo clínico dos pacientes. Ele ressaltou que, apesar dos esforços do Ministério da Saúde, as ações ainda precisam ser intensificadas. Maria Cynthia Braga, da Abrasco, pediu um aprimoramento no modelo de vigilância, sugerindo novas estratégias para antecipar surtos. Germana Soares, da União de Mães de Anjo, reforçou a importância do diálogo com comunidades afetadas, afirmando que a continuidade do trabalho conjunto é essencial para enfrentar os desafios persistentes.
Rivaldo Venâncio, da Secretaria de Vigilância em Saúde, apresentou dados atualizados sobre a dengue, informando que as 10 primeiras semanas de 2025 registraram cerca de 550 mil casos prováveis, uma queda de 70% em relação ao mesmo período de 2024, que teve aproximadamente 2 milhões de casos. Ele atribuiu essa redução à diminuição da população suscetível e ao impacto positivo da atuação dos Agentes de Combate às Endemias, além da colaboração entre União, estados e municípios.
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