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Diabetes tipo 2 na gestação eleva risco de malformações congênitas em bebês

Estudo revela que 13,8% dos bebês de mães com diabetes tipo 2 apresentam malformações congênitas, destacando a urgência de cuidados pré-concepcionais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 6% dos bebês nascem com distúrbios congênitos, e a presença de diabetes na mãe é uma das causas potenciais. Um estudo brasileiro, publicado na revista Diabetology & Metabolic Syndrome, revelou que 13,8% dos bebês de mães com diabetes tipo 2 apresentaram malformações congênitas. A médica Maria Lúcia […]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 6% dos bebês nascem com distúrbios congênitos, e a presença de diabetes na mãe é uma das causas potenciais. Um estudo brasileiro, publicado na revista Diabetology & Metabolic Syndrome, revelou que 13,8% dos bebês de mães com diabetes tipo 2 apresentaram malformações congênitas. A médica Maria Lúcia da Rocha Oppermann, uma das autoras do estudo, destaca a falta de preparação para a gravidez entre essas mulheres, sugerindo que o controle da glicemia e a administração de ácido fólico poderiam reduzir significativamente esses casos.

A pesquisa analisou dados de 567 mulheres com diabetes tipo 2 em dois hospitais públicos do Rio Grande do Sul entre 2005 e 2021. Os resultados mostraram que 78 bebês (13,8%) nasceram com anomalias, sendo que 73 (93,6%) apresentaram malformações graves. As anomalias cardíacas foram as mais comuns, seguidas das neurológicas. Oppermann enfatiza que a hiperglicemia materna é o principal fator de risco para essas malformações, e a prevalência de diabetes tipo 2 entre gestantes é alarmante.

O diabetes tipo 2 resulta da resistência à insulina, levando ao aumento da glicose no sangue, que pode afetar o feto através da placenta. O ginecologista Rômulo Negrini explica que a glicose em excesso se liga à hemoglobina, formando a hemoglobina glicada (HbA1c), que não libera oxigênio adequadamente aos tecidos. Isso pode resultar em malformações no bebê, especialmente se os níveis de HbA1c estiverem elevados no início da gestação.

O estudo também revela que cerca de 60% das gestações no Brasil não são planejadas, o que dificulta o controle do diabetes. Além disso, a taxa de diabetes não diagnosticada entre brasileiros de 20 a 79 anos é de 31,9%. Negrini ressalta a importância do acompanhamento médico e do planejamento da gravidez para garantir uma gestação saudável e reduzir os riscos associados ao diabetes.

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