A psicoanalista Lola López Mondéjar, autora do livro “Sin relato”, analisa como a digitalização e a precariedade no trabalho afetam a capacidade das pessoas de contar suas próprias histórias. Segundo ela, o uso excessivo de smartphones e redes sociais dificulta a construção de uma narrativa coesa sobre a identidade, tornando os indivíduos vulneráveis a discursos populistas que buscam culpados, como os imigrantes. O livro, que ganhou o Prêmio Anagrama de Ensayo 2024, foi apresentado na Casa Velázquez, em Madrid.
López Mondéjar destaca que a narrativa pessoal, fundamental para a formação da identidade, está em risco. Ela menciona uma citação de Gustave Flaubert, que compara a narrativa a um fio que une as “pérolas” das experiências. Atualmente, as pessoas compartilham fragmentos de suas vidas, mas carecem de um fio condutor que una esses relatos, resultando em narrativas fragmentadas e desarticuladas.
A psicoanalista também aponta que a predominância da imagem sobre a palavra tem atrofiado a capacidade simbólica das pessoas. A aceleração da vida moderna impede que os indivíduos reflitam sobre suas experiências, levando-os a buscar respostas simplistas em tempos de incerteza. Essa busca por certezas facilita a ascensão de líderes populistas que oferecem soluções fáceis para problemas complexos.
Além disso, López Mondéjar ressalta que a precariedade laboral dificulta a reflexão e a construção de narrativas pessoais. A falta de tempo e energia para pensar e socializar contribui para a individualização das queixas, fazendo com que muitos sintam que seus problemas são únicos. A literatura, segundo ela, pode ser uma ferramenta poderosa para promover empatia e diálogo, ajudando as pessoas a se conectarem com suas próprias histórias e com as dos outros.
A psicoanalista Lola López Mondéjar, autora do livro “Sin relato”, discute como a digitalização e a precariedade laboral impactam a capacidade das pessoas de narrar suas próprias histórias. Segundo ela, a influência dos smartphones e das redes sociais dificulta a construção de um relato coeso sobre a identidade, tornando os indivíduos vulneráveis a discursos populistas que buscam culpados, como os imigrantes. O livro, que recebeu o Prêmio Anagrama de Ensayo 2024, foi apresentado na Casa Velázquez, em Madrid.
López Mondéjar destaca que a narrativa pessoal, essencial para a formação da identidade, está em risco. Ela menciona uma citação de Gustave Flaubert, que compara a narrativa a um fio que une as “pérolas” das experiências. Atualmente, as pessoas compartilham fragmentos de suas vidas, mas carecem de um fio condutor que una esses relatos, resultando em narrativas fragmentadas e desarticuladas.
A psicoanalista também aponta que a predominância da imagem sobre a palavra tem atrofiado a capacidade simbólica das pessoas. A aceleração da vida moderna impede que os indivíduos reflitam sobre suas experiências, levando-os a buscar respostas simplistas em tempos de incerteza. Essa busca por certezas facilita a ascensão de líderes populistas que oferecem soluções fáceis para problemas complexos.
Além disso, López Mondéjar ressalta que a precariedade laboral dificulta a reflexão e a construção de narrativas pessoais. A falta de tempo e energia para pensar e socializar contribui para a individualização das queixas, fazendo com que muitos sintam que seus problemas são únicos. A literatura, segundo ela, pode ser uma ferramenta poderosa para promover empatia e diálogo, ajudando as pessoas a se conectarem com suas próprias histórias e com as dos outros.
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