Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sequência de seca na Amazônia retratada em foto premiada de Musuk Nolte

Musuk Nolte retrata a crise da seca na Amazônia em projeto premiado, evidenciando o impacto do clima na vida ribeirinha e no transporte fluvial.

0:00
Carregando...
0:00

Três pescadores estão voltando para casa na Vila de Pesqueiro, que fica a cem quilômetros de Manaus. Eles caminham por dois quilômetros em um leito seco do rio Solimões, sob uma temperatura de 40 graus. O fotógrafo Musuk Nolte capturou essa cena e ganhou o prêmio World Press Photo por seu projeto sobre a seca na Amazônia. Antes da seca, o rio chegava até as casas, mas a falta de chuvas fez com que a água recuasse, obrigando os pescadores a andar 45 minutos para chegar em casa. O nível do rio caiu em média 19 centímetros por dia. Nolte destaca que a imagem mostra a realidade difícil que as pessoas enfrentam em um lugar tão grande.

Ele trabalha em um projeto chamado “Geografia do Água”, que documenta problemas relacionados à água na Amazônia. Durante sua visita a Manaus, ele registrou os níveis de água mais baixos desde 1902, afetando mais de 480 mil pessoas. A seca prejudicou a navegação e o acesso a alimentos, fazendo com que muitos pensassem em deixar suas casas. Um relatório da UNICEF revelou que 420 mil crianças na região ficaram sem comida, água e educação. A profundidade do rio Solimões caiu para apenas três metros. Nolte enfatiza a importância de mostrar os impactos das mudanças climáticas, ressaltando que a água conecta as comunidades.

Três pescadores caminham de volta para suas casas na Vila de Pesqueiro, localizada a cem quilômetros de Manaus, no estado do Amazonas. Eles percorrem dois quilômetros sobre bancos de areia sob uma temperatura de 40 graus Celsius, em um leito do rio Solimões que, em outubro de 2024, estava completamente seco. O fotógrafo peruano-mexicano Musuk Nolte, que capturou essa cena, ganhou o prêmio World Press Photo na categoria histórias, Sudamérica, por seu projeto “Sequía en la Amazonia”.

Nolte explica que, antes da seca, o rio chegava até as casas dos pescadores, mas a falta de chuvas fez com que o nível da água recuasse dois quilômetros, obrigando-os a caminhar por 45 minutos para chegar em casa. O Serviço Geológico Brasileiro reportou uma diminuição média de 19 centímetros no nível do rio diariamente. A imagem que retrata os pescadores é a favorita do fotógrafo, pois ilustra a escala humana em um território vasto.

O projeto “Geografia do Água”, que Nolte desenvolve há cinco anos, busca documentar os problemas relacionados à água na Amazônia. Ele destaca que as fronteiras geográficas são irrelevantes em um contexto de crise climática. Durante sua estadia em Manaus, ele registrou os níveis mais baixos de água desde 1902, afetando mais de 480 mil pessoas na região. A seca impactou a navegação e o acesso a alimentos e serviços essenciais, levando os moradores a considerar a possibilidade de deixar suas casas.

Um relatório da UNICEF, publicado em novembro de 2024, revelou que a seca na Amazônia deixou 420 mil crianças sem comida, água e educação em países como Brasil, Peru e Colômbia. A situação é crítica, com a profundidade do rio Solimões reduzida a apenas três metros. Nolte, que já abordou diversas crises hídricas em sua carreira, enfatiza a importância de evidenciar os impactos do aquecimento global, ressaltando que a água é um elemento que conecta os territórios e as comunidades.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais