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Epidemia de gripe aviária H5N1 já contamina 72 pessoas e preocupa autoridades nos EUA

A gripe aviária 2.3.4.4b, que já infectou 72 pessoas nos EUA, teve origem em uma ave selvagem que contaminou bovinos no Texas. Cientistas alertam para mutações que aumentam a virulência do vírus em mamíferos, embora a transmissão entre humanos ainda não seja clara. O Brasil monitora a situação, com surtos em aves selvagens e um plano de contingência em andamento.

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A gripe aviária da variante 2.3.4.4b já afetou 72 pessoas nos Estados Unidos, resultando em duas mortes. O surto começou em meados de 2023, quando uma ave selvagem transmitiu o vírus para bovinos no Texas. Um estudo do Departamento de Agricultura dos EUA, publicado na revista Science, mostrou que a cepa H5N1 passou por mutações que a tornam mais perigosa para mamíferos. Os pesquisadores descobriram que a epidemia se espalhou pelo transporte de gado e foi identificada apenas em março de 2024. Embora tenha havido infecções humanas, não há provas de que o vírus esteja se transmitindo entre pessoas. A Organização Panamericana de Saúde informou que, entre 2024 e 2025, 95,5% dos surtos em mamíferos ocorreram em gado. No Brasil, o governo está preocupado e iniciou um plano de contingência, já que 163 surtos foram detectados até abril, principalmente em aves selvagens. O país ainda mantém o status livre da doença para comércio internacional, mas o risco é considerado alto. O estudo não especificou a espécie da ave envolvida, mas sugere que patos, gansos e cisnes podem estar relacionados. A pesquisa destaca a importância de coordenação entre agências de saúde para evitar riscos de pandemia.

A epidemia de gripe aviária da variante 2.3.4.4b já afetou 72 pessoas nos Estados Unidos, com duas mortes registradas. O surto teve início em meados de 2023, quando uma ave selvagem transmitiu o vírus para bovinos no Texas. O estudo do Departamento de Agricultura dos EUA, publicado na revista Science, revela que a cepa H5N1 sofreu mutações que a tornam mais virulenta em mamíferos.

Os pesquisadores, liderados pelos biólogos Carl Hutter e Thao-Quyen Nguyen, analisaram amostras do vírus coletadas ao longo dos anos. A epidemia se espalhou silenciosamente pelo transporte de gado, sendo identificada apenas em março de 2024. Apesar das infecções humanas, não há evidências claras de transmissão entre pessoas.

Marcadores moleculares indicam a possibilidade de mudanças na eficiência de transmissão do vírus. Hutter e Nguyen alertam que a continuação da gripe aviária em gado leiteiro aumenta o risco de infecção em humanos. A Organização Panamericana de Saúde (Opas) reportou que, entre 2024 e 2025, 95,5% dos surtos em mamíferos ocorreram em gado.

No Brasil, o governo está preocupado e iniciou um plano de contingência. Um levantamento genético indicou que a introdução do vírus pode ter ocorrido por aves migratórias. Até abril, 163 surtos foram detectados no Brasil, a maioria em aves selvagens. O país ainda mantém o status livre da doença para comércio internacional, mas o risco sanitário é considerado elevado.

O estudo não especifica a espécie da ave que causou a contaminação, mas sugere que a família dos anatídeos (patos, gansos e cisnes) pode estar envolvida. A pesquisa destaca a necessidade de coordenação entre agências regulatórias e de saúde pública para mitigar riscos de pandemia.

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