Um caseiro de 60 anos foi atacado e morto por uma onça-pintada em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em um evento raro. O animal, um macho de 94 quilos, foi capturado e levado para um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, onde passará por exames para verificar sua saúde e se há alguma relação com a morte da vítima, Jorge Avalo. O peso da onça está abaixo do normal para um macho adulto, que deveria ser cerca de 120 quilos. Um especialista comentou que a situação é incomum e pode ter ocorrido porque a onça perdeu o medo dos humanos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque, incluindo se o caseiro foi realmente devorado. Práticas perigosas, como alimentar animais silvestres, foram observadas no local do ataque, e um comandante da Polícia Militar Ambiental alertou que isso é um crime ambiental que pode mudar o comportamento dos animais e aumentar o risco de ataques.
Um caseiro de 60 anos foi morto por uma onça-pintada em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em um incidente raro ocorrido na segunda-feira, 21. O animal foi capturado na madrugada de quinta-feira, 24, e levado para um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) em Campo Grande.
A onça-pintada, um macho que pesa 94 quilos, foi sedada e está sendo submetida a uma série de exames para verificar sua saúde e possíveis relações com a morte da vítima, Jorge Avalo. O Cras realizará análises para determinar se há material genético da vítima no organismo do felino, além de investigar sua condição de saúde, uma vez que seu peso está abaixo do normal para um macho adulto, que deveria ser em torno de 120 quilos.
O pesquisador Gediendson Araújo, especialista em animais de grande porte, destacou que a situação é atípica e pode estar relacionada à interação entre humanos e animais silvestres. Ele mencionou que a onça pode ter perdido o medo do homem, levando a esse trágico desfecho. A Polícia Civil também investiga as circunstâncias da morte do caseiro, incluindo se ele foi realmente devorado pelo animal.
Práticas perigosas como a oferta de alimento para atrair animais silvestres foram constatadas no local do ataque. O coronel José Carlos Rodrigues, comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA), alertou que essa prática, conhecida como ceva, é um crime ambiental e pode alterar o comportamento natural dos animais, aumentando o risco de ataques.
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