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Ruanda enfrenta alta mortalidade por acidentes cerebrovasculares e falta de tratamento adequado

Joseph Rukelibuga, sobrevivente de AVC, lança coalizão para combater a alta mortalidade por acidentes cerebrovasculares na África.

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Joseph Rukelibuga, um sobrevivente de acidente vascular cerebral de Ruanda, criou a Coalición Global de Acción contra el Ictus para aumentar a conscientização sobre AVCs na África, onde a taxa de mortalidade é alta. Rukelibuga, que foi diagnosticado com diabetes e hipertensão em 2007, sofreu um AVC em 2016 e percebeu que, apesar de conhecer seus riscos, nunca foi avisado sobre a possibilidade de um infarto cerebral. Em Ruanda, os AVCs são a principal causa de morte, com 55,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. Muitos pacientes não buscam ajuda por medo do estigma ou pela falta de serviços de saúde adequados. Um estudo de 2021 mostrou que para cada caso diagnosticado, existem cerca de quatro não identificados. Rukelibuga, que recebeu tratamento para paralisia, ainda não tem acesso a cuidados de fala e muitos sobreviventes enfrentam dificuldades financeiras para obter tratamento. Durante o lançamento da coalizão, ele pediu um compromisso sério para a prevenção e reabilitação de AVCs. A iniciativa, apoiada pela World Stroke Organization, busca unir esforços para pressionar governos a investir na redução da doença. Na África, os AVCs estão entre as principais causas de morte, com mais de 300 novos casos por 100 mil pessoas anualmente e uma mortalidade de 84% em três anos. Pamela Naidoo, diretora da Fundação do Coração e dos Acidentes Cerebrovasculares da África do Sul, destacou a falta de recursos para doenças não transmissíveis e que apenas 50% das pessoas com hipertensão conhecem sua condição. A próxima reunião sobre o tema será na Assembleia Geral da ONU em setembro, onde especialistas esperam que mais atenção e recursos sejam direcionados para combater essa doença.

Joseph Rukelibuga, um sobrevivente de acidente vascular cerebral (AVC) de Ruanda, lançou a Coalición Global de Acción contra el Ictus. O movimento visa aumentar a conscientização e melhorar a prevenção e reabilitação de AVCs na África, onde a mortalidade é alarmante.

Rukelibuga, diagnosticado com diabetes e hipertensão em 2007, sofreu um AVC em 20 de junho de 2016. Ele relata que, apesar de conhecer seus fatores de risco, nunca foi alertado sobre a possibilidade de um infarto cerebral. Em Ruanda, os AVCs são a principal causa de morte, com 55,8 óbitos a cada 100 mil habitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A falta de diagnóstico e tratamento adequado é um problema recorrente. Muitos pacientes não buscam ajuda devido ao medo do estigma ou à falta de infraestrutura de saúde. Um estudo de 2021 indicou que, para cada caso diagnosticado, existem cerca de quatro AVCs não identificados. Rukelibuga destaca que os sobreviventes enfrentam um sistema de saúde com escassos serviços de reabilitação.

Desafios na Reabilitação

Rukelibuga, que recebeu tratamento para a paralisia, ainda não tem acesso a cuidados logopédicos. Ele observa que muitos sobreviventes não sabem que tiveram um AVC e enfrentam dificuldades financeiras para obter tratamento. Em um país onde metade da população vive com R$ 2,15 por dia, isso gera um ciclo de pobreza.

Durante o lançamento da coalizão, Rukelibuga pediu um compromisso real para a prevenção e reabilitação de AVCs na região. A iniciativa, promovida pela World Stroke Organization, busca unir organizações, cientistas e pacientes para pressionar governos a investir na redução da incidência da doença.

Na África, os AVCs estão entre as três principais causas de morte em muitos países. A taxa de novos infartos é alarmante, com mais de 300 casos por 100 mil pessoas anualmente. A mortalidade em três anos chega a 84%. Rukelibuga e outros defensores da saúde buscam parcerias para melhorar a situação, incluindo a construção de um centro de reabilitação em Gasabo.

Necessidade de Ação

Pamela Naidoo, diretora da Fundação do Coração e dos Acidentes Cerebrovasculares da África do Sul, ressalta que a falta de recursos para doenças não transmissíveis é um grande desafio. Ela aponta que apenas 50% das pessoas com hipertensão estão cientes de sua condição, e a disponibilidade de medicamentos é insuficiente.

A próxima oportunidade para discutir a prevenção e tratamento de AVCs será na Quarta Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre doenças não transmissíveis, em setembro. Especialistas africanos esperam que a reunião traga atenção e recursos para combater essa doença que afeta milhões no continente.

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