A febre amarela, que costumava causar muitas mortes no mundo, teve poucos casos na Colômbia entre 2013 e 2023, com apenas 11 registros. No entanto, desde setembro, um novo surto levou a 83 casos e 37 mortes, principalmente no Tolima, onde a vacinação é baixa. O governo declarou emergência nacional e começou uma campanha de vacinação. A médica Diana Pava, que lidera a resposta à crise, destaca que a epidemia pode se espalhar para áreas urbanas, o que seria muito grave. Ela menciona que a deforestação e a movimentação de pessoas para atividades como a colheita de café podem ter contribuído para o surto. A vacinação é a prioridade agora, e o governo está trabalhando com a Organização Mundial da Saúde para garantir as vacinas necessárias. Apesar de algumas dificuldades em convencer as pessoas a se vacinarem, a confiança nas vacinas na Colômbia é alta, especialmente após a pandemia de covid-19. A médica também alerta que a febre amarela pode chegar às cidades, e é importante agir rapidamente para evitar isso.
A febre amarela voltou a ser uma preocupação na Colômbia, onde um surto desde setembro resultou em 83 casos e 37 mortes. O governo declarou emergência nacional e iniciou uma campanha de vacinação, especialmente no departamento de Tolima, onde a cobertura vacinal é baixa.
Historicamente, a febre amarela causava cerca de 30 mil mortes anuais no mundo, mas entre 2013 e 2023, apenas 11 casos foram registrados na Colômbia. A nova epidemia, com uma letalidade de 44%, preocupa as autoridades, pois o Tolima não era uma área tradicionalmente afetada pelo vírus.
A médica Diana Pava, responsável pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), lidera os esforços para conter a doença. Ela relata que, em suas visitas às áreas afetadas, encontrou casos de pessoas que não conseguiram se vacinar devido a erros administrativos. Pava alerta para o risco de a febre amarela se espalhar para áreas urbanas, o que poderia ser catastrófico.
Fatores Contribuintes
Diversos fatores estão sendo analisados para entender a origem do surto. A desflorestação é um deles, pois a expansão da agricultura e da pecuária tem levado os humanos a áreas antes inexploradas, aumentando a exposição a mosquitos transmissores. Além disso, a movimentação de pessoas para a colheita do café e mudanças climáticas também são considerados.
A concentração de 65 dos 83 casos no Tolima levanta questões sobre a migração de mosquitos para novas regiões. Pava destaca que a vacinação é a prioridade para interromper a transmissão do vírus. O governo, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), está avaliando a necessidade de 13 milhões de vacinas para proteger a população em risco.
Desafios na Vacinação
Apesar da urgência, a vacinação enfrenta desafios. Há desinformação e resistência em algumas comunidades, mas a confiança nas vacinas permanece alta. Pava observa que a experiência da pandemia de Covid-19 ajudou a aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação.
A situação é crítica, e as autoridades estão mobilizando esforços para garantir que a população em risco receba a vacina. A presença de primatas infectados também é monitorada, pois eles podem indicar a presença do vírus na região. A luta contra a febre amarela na Colômbia continua, com foco na vacinação e na contenção do surto.
Entre na conversa da comunidade