Kye Aziz, um solicitante de asilo da Indonésia vivendo em Melbourne, descobriu um novo apreço pela natureza após participar de atividades ao ar livre, como piqueniques e jardinagem, que faziam parte de um tratamento social. Ele percebeu que estar ao ar livre e interagir com outras pessoas o fazia sentir-se em casa, especialmente em um ambiente que pode ser solitário. Pesquisas mostram que o contato com a natureza pode reduzir a pressão arterial, aliviar o estresse e melhorar a saúde mental. Um estudo global chamado Recetas está investigando como atividades sociais ao ar livre podem ajudar a combater a solidão. Com a participação de seis países, o estudo busca entender os efeitos positivos de passar tempo na natureza em grupo. Os primeiros resultados sugerem que essas experiências podem mudar a forma como as pessoas veem sua saúde e a solidão. O Recetas se baseia em evidências de que atividades sociais, como jardinagem e caminhadas, podem melhorar a saúde e reduzir a solidão. Além disso, a natureza pode evocar memórias positivas e ajudar as pessoas a se sentirem mais conectadas a um lugar. O pesquisador Nerkez Opacin, que trabalha com solicitantes de asilo LGBTQIA+, destaca que atividades na natureza ajudam a criar um senso de pertencimento. Aziz sentiu essa conexão e percebeu que a rotina de estar com outras pessoas na natureza ajudou a diminuir sua solidão.
Kye Aziz, solicitante de asilo da Indonésia, encontrou na natureza um novo significado para a vida social ao participar de atividades ao ar livre em Melbourne, Austrália. Após um piquenique e jardinagem prescritos como parte de um tratamento social, ele relatou: “Quando estou sentado ao ar livre, rindo com os outros, me sinto em casa.” Essa experiência reflete um estudo global chamado Recetas, que investiga como atividades ao ar livre podem combater a solidão.
O Recetas, que envolve seis países, busca entender os efeitos da prescrição social baseada na natureza. Pesquisadores de Barcelona, Praga, Marselha, Helsinque, Melbourne e Cuenca estão analisando como o contato com a natureza e a interação social podem melhorar a saúde mental. Jill Litt, da Universidade do Colorado Boulder, destaca que “a natureza tem o poder de fazer com que as pessoas se sintam prontas para mudanças”.
O estudo começou em 2019, antes da pandemia de Covid-19, que intensificou a solidão global. Litt percebeu que atividades em grupo, como jardinagem e caminhadas, poderiam ser uma solução. O Recetas já está em fase de testes e pode transformar o modelo de cuidado em saúde, reduzindo a dependência de medicamentos. A pesquisa se baseia em evidências de que prescrições sociais e o contato com a natureza trazem benefícios significativos.
Além disso, estudos indicam que viver próximo a áreas verdes está associado a menos episódios de solidão. A natureza também pode restaurar a atenção e facilitar interações sociais positivas. O pesquisador Nerkez Opacin, que trabalha com solicitantes de asilo LGBTQIA+, enfatiza a importância de atividades que promovem pertencimento e conexão, como observação de morcegos e caminhadas.
Essas iniciativas têm mostrado resultados positivos, com participantes relatando uma sensação de comunidade e pertencimento. Aziz, por exemplo, sentiu que a rotina de atividades em grupo ajudou a “matar sua solidão”. O Recetas continua a explorar como a natureza pode ser uma aliada na promoção da saúde mental e na redução da solidão.
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