Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cresce o interesse pela psilocibina no Brasil, mas falta regulamentação e dados confiáveis

Cresce o uso da psilocibina no Brasil, mas dados sobre seu consumo são escassos. Estudo revela apenas 13 ocorrências no SUS em 15 anos.

0:00
Carregando...
0:00

Pesquisadores acreditam que o uso da psilocibina, que vem dos cogumelos mágicos, está aumentando no Brasil, mas a situação legal da substância é confusa, pois não é oficialmente proibida nem permitida. Um estudo recente analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e encontrou apenas 13 casos relacionados à psilocibina em 15 anos, o que mostra a falta de informações sobre seu uso. O estudo foi feito pelo Instituto Micélio Sagrado, que tem especialistas da USP e da Unicamp. Segundo o farmacólogo Marcel Nogueira, que liderou a pesquisa, a escassez de dados reflete a falta de atenção da comunidade de saúde sobre o consumo da substância. Ele acredita que o uso está crescendo, especialmente porque nos Estados Unidos houve um aumento significativo no consumo, especialmente em estados onde a substância foi liberada. Nogueira também destaca que a psilocibina não está na lista de substâncias proibidas pela Anvisa, dificultando a coleta de dados sobre seu uso. Ele defende que a regulamentação do uso responsável da psilocibina é importante, assim como acontece com a ayahuasca, que já é permitida em contextos ritualísticos. O Instituto Micélio Sagrado também ajuda pessoas que enfrentam problemas legais por causa da posse da substância.

Pesquisadores do Instituto Micélio Sagrado, em parceria com especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), revelaram que o uso da psilocibina, princípio ativo dos *cogumelos mágicos*, pode estar crescendo no Brasil. Contudo, a substância enfrenta um status legal ambíguo, não sendo formalmente proibida nem permitida, o que dificulta a coleta de dados sobre seu consumo.

Um estudo analisou quinze anos de registros do Sistema Único de Saúde (SUS) e encontrou apenas 13 ocorrências relacionadas à psilocibina. O farmacólogo Marcel Nogueira, líder da pesquisa, destacou que a escassez de dados reflete a falta de atenção da comunidade de saúde sobre o tema. “Estamos no escuro em relação ao consumo no Brasil”, afirmou Nogueira.

A pesquisa indica que, embora o número de incidentes seja baixo, isso pode não refletir a realidade do uso da substância. A psilocibina não está na lista de substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dificultando a avaliação do consumo. Nos Estados Unidos, o uso da psilocibina aumentou significativamente, especialmente em estados que legalizaram a substância, o que pode influenciar o Brasil.

Contexto Legal e Social

Nogueira enfatiza a necessidade de regulamentação do uso responsável da psilocibina, semelhante ao que foi feito com a ayahuasca. Ele acredita que a proibição não é o melhor caminho e que a sociedade se beneficiaria com um acesso seguro e consciente à substância. O Instituto Micélio Sagrado também oferece suporte jurídico a usuários processados por posse de psilocibina, buscando esclarecer que a ausência de regulamentação não implica ilegalidade.

A pesquisa clínica sobre psicodélicos, incluindo a psilocibina, está em expansão no Brasil. Um editorial do *Jornal Brasileiro de Psiquiatria* destaca a oportunidade do país em liderar a pesquisa nessa área, dada sua rica herança cultural e científica. Apesar do avanço nas pesquisas, a falta de informação sobre o uso da psilocibina na sociedade permanece um desafio.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais