Um novo estudo mostra que os coronavírus SARS-CoV e SARS-CoV-2, que causaram pandemias em 2002 e 2019, respectivamente, têm origem em morcegos. Esses vírus se espalharam para mamíferos vendidos em mercados no sudoeste da China, onde acabaram infectando humanos. Os pesquisadores analisaram os genomas dos dois vírus e de 248 coronavírus relacionados, encontrando que suas histórias evolutivas são muito semelhantes. O estudo foi publicado em um momento de tensão entre os EUA e a China, com os americanos alegando que a Covid-19 poderia ter surgido de um vazamento em laboratório, enquanto a China nega essa hipótese e sugere que o vírus poderia ter vindo de um laboratório nos EUA. Cientistas afirmam que o comércio de animais silvestres facilita a transmissão de vírus para humanos, e que a origem natural da Covid-19 ainda é a mais aceita, embora o debate continue. A pesquisa destaca a importância de entender como esses vírus podem se espalhar rapidamente através do comércio de animais.
Um estudo recente revela que os coronavírus SARS-CoV e SARS-CoV-2 têm origem em morcegos e se espalharam por mamíferos vendidos em mercados, reforçando a hipótese de origem natural. A pesquisa, publicada em uma plataforma científica, analisa a trajetória evolutiva desses vírus e suas semelhanças.
Nos anos 2000, um coronavírus saltou de morcegos para cães-guaxinins na China, resultando na pandemia de SARS, que causou 774 mortes. O novo estudo compara a evolução do SARS com a da Covid-19, destacando que ambos os vírus seguiram caminhos semelhantes. Os pesquisadores analisaram os genomas de dois coronavírus pandêmicos e 248 relacionados, confirmando que o comércio de animais silvestres facilitou a transmissão para humanos.
Michael Worobey, biólogo evolutivo da Universidade do Arizona, afirma que “quando se vende animais selvagens no coração das cidades, haverá uma pandemia de tempos em tempos”. O estudo surge em um contexto de tensões entre os EUA e a China, com a Casa Branca alegando que a Covid-19 pode ter se originado de um vazamento de laboratório em Wuhan. O governo chinês, por sua vez, nega essa hipótese e sugere que o vírus poderia ter vindo de um laboratório americano.
Os pesquisadores argumentam que o comércio de animais silvestres é um vetor significativo para a disseminação de vírus. O estudo indica que o SARS-CoV-2 saltou para humanos pelo menos duas vezes a partir de animais no Mercado de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan. A pesquisa destaca a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a origem do vírus, especialmente em meio a críticas sobre a falta de evidências conclusivas.
Sergei Pond, virologista da Universidade Temple, observa que a retórica entre os governos dificulta o trabalho científico. Embora a origem da Covid-19 ainda não esteja totalmente resolvida, o estudo reforça a ideia de que a pandemia teve uma origem natural, ligada ao comércio de animais silvestres.
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