As mergulhadoras Haenyeo, que são mulheres do mar na Coreia do Sul, mergulham em águas frias sem equipamento há séculos. Um estudo genético mostrou que as pessoas da ilha de Jeju têm mais variantes genéticas que ajudam a suportar o frio e a transportar oxigênio no sangue. Isso acontece mesmo entre aqueles que não mergulham, indicando que a prática das Haenyeo pode ter influenciado a genética de toda a população da ilha.
A tradição das mergulhadoras Haenyeo, conhecidas como “mulheres do mar”, na Coreia do Sul, pode ter influenciado a genética da população da ilha de Jeju. Um estudo genético recente revelou que variantes associadas à tolerância ao frio e à capacidade de transporte de oxigênio são mais comuns entre os habitantes da região.
As Haenyeo praticam mergulho em águas frias sem equipamento de respiração há séculos. A pesquisa identificou que essas variantes genéticas estão presentes em pessoas de Jeju, independentemente de serem mergulhadoras ou não. Isso sugere que a prática ancestral pode ter moldado a genética local.
Os pesquisadores observaram que as variantes estão ligadas a características como pressão arterial reduzida, tolerância a temperaturas baixas e um aumento na contagem de glóbulos vermelhos, que está diretamente relacionada à capacidade de transporte de oxigênio no sangue. Esses fatores são cruciais para a sobrevivência em ambientes aquáticos frios.
O estudo destaca a importância da adaptação genética em populações que vivem em condições extremas. A pesquisa foi publicada na revista *Cell Reports* e contribui para o entendimento de como práticas culturais podem impactar a biologia humana ao longo do tempo.
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