Uma pesquisa recente mostrou que 55% das mulheres já recusaram empregos por falta de apoio para mães, enquanto apenas 26% dos homens passaram pela mesma situação. O estudo, realizado pela Think Work com apoio do iFood Benefícios, entrevistou 722 pessoas, sendo a maioria mulheres e muitas em cargos de liderança. Entre as mães sem suporte, 69% abriram mão de vagas, e 57% das mães fora do mercado afirmaram que a maternidade foi a principal razão. Além disso, 48% acreditam que não foram contratadas por serem mães, e 35% sentem que não foram promovidas por essa razão. A pesquisa também revelou que 62% das mulheres que perderam um filho não receberam apoio da empresa durante o luto. Especialistas afirmam que o luto pode afetar o desempenho no trabalho e que as empresas precisam oferecer mais suporte. A licença parental média foi de 118 dias para mães e 27 para pais, com muitos achando o tempo insuficiente. A maioria das mães prefere um trabalho híbrido, e muitos desejam dias de folga no aniversário dos filhos.
Mais da metade das mulheres já recusaram oportunidades de trabalho devido à falta de suporte para mães, segundo a pesquisa “Parentalidade no Trabalho: realidades, desafios e caminhos para o futuro”, realizada pela plataforma Think Work com apoio do iFood Benefícios. O levantamento, feito em março de 2025, entrevistou 722 profissionais, sendo 54% mulheres.
Entre as entrevistadas, 69% das mães sem rede de apoio relataram ter aberto mão de uma vaga. Além disso, 62% das mulheres que perderam um filho afirmaram não ter recebido apoio da empresa durante o luto. A pesquisa também revelou que 48% das profissionais acreditam ter sido preteridas em contratações por serem mães.
Tatiana Sendin, fundadora da Think Work, destacou que a desigualdade na divisão de responsabilidades familiares impacta diretamente a carreira das mulheres. Quarenta e dois por cento das mães foram questionadas por gestores sobre urgências familiares, e 31% sentem que suas demandas são menosprezadas. Apesar disso, os líderes se avaliam positivamente, com uma média de nota 9 em relação ao suporte oferecido.
A pesquisa ainda apontou que o tempo médio de licença parental foi de 118 dias para mães e 27 dias para pais, ambos abaixo do ideal sugerido pelos respondentes. Quarenta por cento das profissionais preferem o trabalho híbrido, enquanto 34% optam pelo remoto.
A psicóloga Gabriela Queiroz enfatizou que os dois dias de licença previstos pela legislação não são suficientes para lidar com a dor da perda de um filho. Ela ressaltou que o luto afeta não apenas o emocional, mas também a capacidade cognitiva, impactando o desempenho no trabalho.
Por fim, Mara Cristiane Favero, psicóloga especializada em gestão empresarial, observou que a maternidade pode trazer benefícios cognitivos e emocionais que, se bem aproveitados, podem resultar em maior produtividade no ambiente corporativo.
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