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Nancy Knowlton alerta sobre a crise dos corais e a urgência da ação científica

Nancy Knowlton alerta sobre os riscos da pesca em áreas marinhas protegidas e a urgência da união científica contra o aquecimento global.

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Nancy Knowlton, uma bióloga marinha com mais de 50 anos de experiência, critica a decisão da administração Trump de permitir a pesca em áreas marinhas protegidas, afirmando que isso prejudica tanto a conservação quanto a economia pesqueira. Ela destaca que áreas protegidas ajudam a aumentar a população de peixes, o que beneficia a pesca. Knowlton também expressa preocupação com a erosão da confiança na ciência nos Estados Unidos, causada por políticas que afetam a nova geração de cientistas. Ela acredita que os cientistas devem se manifestar como cidadãos sobre questões que violam seus valores. Apesar do medo entre os cientistas de se posicionar, ela vê um potencial para otimismo, já que as pessoas estão se unindo para discutir os problemas e suas consequências. Knowlton relembra sua primeira experiência com recifes de coral e como a situação mudou drasticamente, com a perda de cerca de 50% dos corais devido a fatores como mudanças climáticas e exploração humana. Ela enfatiza que o aquecimento global é a maior ameaça aos ecossistemas marinhos e que a biodiversidade invisível dos corais, que inclui pequenas criaturas essenciais, precisa ser melhor compreendida para proteger esses ambientes.

Nancy Knowlton, bióloga marinha com mais de cinquenta anos de experiência, criticou a administração Trump por permitir a pesca em áreas marinhas protegidas. A declaração ocorreu durante sua participação no Festival Starmus, na Canária, onde abordou a importância da conservação dos arrecifes de coral e os impactos do aquecimento global.

Knowlton destacou que a autorização para a pesca em áreas protegidas, como a do noroeste do Havai, pode agravar a situação da biodiversidade marinha. Segundo ela, a criação de áreas marinhas protegidas é crucial para a recuperação das populações de peixes, que se reproduzem em maior número nessas regiões. “Isso não só prejudica a conservação, mas também a economia pesqueira”, afirmou.

A bióloga também expressou preocupação com o desmantelamento do sistema científico nos Estados Unidos. Ela mencionou que as políticas atuais estão desmotivando uma nova geração de cientistas e minando a confiança pública na ciência. “A confiança é difícil de restaurar e leva décadas”, alertou.

Knowlton, que fundou o movimento Otimismo Oceânico, enfatizou a necessidade de unir esforços entre cientistas e cidadãos para enfrentar os desafios ambientais. Ela acredita que a mobilização da sociedade é essencial para garantir um futuro sustentável. “Os jovens estão comprometidos e não aceitam ver o futuro sendo destruído”, concluiu.

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