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SBD atualiza diretrizes para rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2 no Brasil

Novas diretrizes da SBD reduzem idade para rastreamento do diabetes tipo 2 e incluem crianças com sobrepeso a partir dos 10 anos.

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A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizou suas diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2. Agora, a triagem em adultos começa aos 35 anos, em vez de 45, e crianças com sobrepeso devem ser avaliadas a partir dos 10 anos. Os exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada continuam sendo os principais para diagnóstico, mas o teste de tolerância à glicose (TTGO) agora pode ser feito uma hora após a ingestão de glicose, em vez de duas. Essa mudança visa detectar precocemente casos de pré-diabetes. A SBD destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações futuras, especialmente em jovens que apresentam fatores de risco como obesidade e sedentarismo. Além disso, foi criado um fluxograma para ajudar os médicos a realizarem o rastreamento de forma mais eficiente.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizou suas diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2, com foco na detecção precoce da doença. As novas recomendações, publicadas em março na revista *Diabetology & Metabolic Syndrome*, incluem a redução da idade para triagem em adultos para 35 anos e o rastreamento de crianças com sobrepeso a partir dos 10 anos.

As diretrizes anteriores indicavam que a triagem para adultos começasse aos 45 anos. Agora, todos os adultos a partir de 35 anos devem ser rastreados, independentemente de sintomas. Para aqueles com menos de 35 anos, o rastreamento é recomendado se houver sobrepeso ou obesidade, associado a pelo menos um fator de risco, como histórico familiar de diabetes ou hipertensão.

O endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza a importância dessa atualização, destacando o aumento de casos de diabetes em jovens. A detecção precoce é crucial para evitar complicações, como doenças cardiovasculares.

Novos Critérios de Diagnóstico

As novas diretrizes mantêm os exames de glicemia de jejum e hemoglobina glicada (A1c) como padrão inicial. Se a hemoglobina glicada for igual ou superior a 6,5% e a glicemia de jejum for igual ou superior a 126 mg/dl, o diagnóstico de diabetes é confirmado. Caso apenas um dos exames apresente alteração, a repetição dos testes é necessária.

Uma das principais inovações é a alteração no teste de tolerância à glicose oral (TTGO). Agora, a coleta de sangue será feita uma hora após a ingestão de glicose, em vez de duas horas. Essa mudança visa facilitar a detecção precoce de pré-diabetes, aumentando a acessibilidade e a rapidez do diagnóstico.

A endocrinologista Melanie Rodacki, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que essa nova abordagem pode aumentar em até 40% a detecção de casos de pré-diabetes. O novo protocolo permite intervenções preventivas mais rápidas, como mudanças na dieta e aumento da atividade física.

Orientações para Profissionais de Saúde

As diretrizes também introduzem um fluxograma clínico para orientar profissionais de saúde sobre a condução do rastreamento. O material, baseado em evidências científicas, visa facilitar o diagnóstico precoce em diferentes contextos do sistema de saúde, ajudando médicos a agir de forma prática e segura.

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