A bióloga Deliane Pena fez uma descoberta importante sobre a Amazônia, mostrando que a floresta resiste melhor à seca do que se pensava. Ela subiu em árvores altas para entender como diferentes espécies se adaptam às mudanças climáticas. Durante sua pesquisa, Deliane percebeu que as árvores de diferentes alturas reagem de maneiras distintas à falta de água. As árvores mais altas, como o cambará, têm raízes profundas que as ajudam a encontrar água mesmo em períodos secos. Já as árvores menores, que ficam no sub-bosque, sofrem mais porque dependem da água da chuva e têm raízes rasas. Deliane enfrentou desafios, como o medo de altura, para coletar dados que mostram a complexidade da floresta. Seu estudo, publicado em uma revista científica, revela que a biodiversidade da Amazônia é crucial para sua resistência às secas.
A bióloga Deliane Pena, da Universidade Federal do Oeste do Pará, revelou que a Amazônia resiste melhor à seca do que se pensava. Sua pesquisa, realizada durante a seca de 2023/24, mostra que a interação entre árvores de diferentes alturas é crucial para a saúde da floresta.
Dependurada em árvores de até trinta metros, Deliane coletou dados que contradizem a visão simplificada da floresta. Modelos matemáticos anteriores assumiam que as árvores limitam a perda de água durante a seca, mas a realidade é mais complexa. A biodiversidade amazônica, com cerca de 16 mil espécies de árvores, desempenha um papel vital na resistência da floresta.
O estudo, publicado na revista Tree Physiology, destaca que árvores altas, como o cambará, possuem raízes profundas que alcançam reservatórios de água. Durante a seca, essas árvores conseguem se manter hidratadas e até florescer. Em contraste, espécies menores, como a canela-de-jacamim, sofrem mais devido à falta de água superficial.
Deliane enfrentou desafios físicos e emocionais para realizar sua pesquisa. Superando o medo de altura, ela escalou árvores e coletou folhas para analisar a hidratação das plantas. “Quando perdi o medo, comecei a ver a grandeza da floresta”, afirmou a pesquisadora, que também destacou a importância de entender como a floresta funciona para sua preservação.
O trabalho de Deliane é apoiado pelo Instituto Serrapilheira e visa contribuir para a compreensão do impacto das mudanças climáticas na Amazônia. A pesquisa ressalta a necessidade de proteger a floresta contra o desmatamento e as queimadas, que ameaçam sua biodiversidade e capacidade de resistência.
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