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Montanhistas e monges budistas realizam cerimônia simbólica pela geleira Yala nos Himalaias

Montanhistas e monges budistas realizam cerimônia simbólica para "enterrar" a geleira Yala, que pode desaparecer até 2040 devido ao aquecimento global.

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Montanhistas e monges budistas realizaram uma cerimônia simbólica para “enterrar” a geleira Yala, que está desaparecendo no Nepal devido ao aquecimento global. Essa geleira, que fica entre 5.170 e 5.750 metros de altura, perdeu dois terços de sua massa e encolheu 784 metros desde 1974. Cientistas alertam que, se a temperatura continuar a subir como atualmente, a geleira pode desaparecer até 2040, tornando-se a primeira do Himalaia a sumir. Um especialista que estuda a geleira há 40 anos expressou sua preocupação de que as futuras gerações não a conheçam. Durante a cerimônia, foram colocadas placas de granito com uma mensagem que reconhece a situação e a necessidade de ação. O Himalaia é uma fonte importante de água potável para quase 2 bilhões de pessoas. Além disso, abril de 2025 foi um dos meses mais quentes já registrados no planeta, e muitos cientistas acreditam que várias geleiras podem desaparecer até o final do século.

Dezenas de montanhistas e monges budistas realizaram uma cerimônia simbólica para “enterrar” a geleira Yala, nos Himalaias do Nepal, em 12 de maio de 2025. A geleira, que está desaparecendo devido ao aquecimento global, perdeu dois terços de sua massa e encolheu 784 metros desde 1974. Localizada entre 5.170 e 5.750 metros acima do nível do mar, no Vale Langtang, a geleira pode desaparecer até 2040, tornando-se a primeira do Himalaia a sofrer esse destino.

O Centro Internacional para o Desenvolvimento das Montanhas (Icimod) confirmou a gravidade da situação. O pesquisador Sharad Prasad Joshi, que estuda a geleira há quarenta anos, expressou sua preocupação: “Temo que as gerações futuras não a vejam como era.” Durante a cerimônia, monges budistas colocaram duas placas de granito em homenagem à geleira. O epitáfio, escrito pelo autor islandês Andri Snaer Magnason, destaca a necessidade de ação diante da crise climática.

O Himalaia é crucial para a disponibilidade de água potável, beneficiando quase dois bilhões de pessoas. O último boletim do observatório Copernicus indicou que abril de 2025 foi o segundo mês mais quente já registrado no planeta, apenas atrás de abril de 2024. Cientistas alertam que, se a temperatura continuar a subir nesse ritmo, muitas geleiras poderão desaparecer até o final do século.

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