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Comunidades isoladas da Amazônia enfrentam altos custos com energia elétrica a diesel

Trocar geradores a diesel por energia solar pode reduzir custos em até 44% para 2,7 milhões de brasileiros sem acesso a eletricidade confiável.

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Muitas comunidades na Amazônia ainda dependem de geradores a diesel para ter eletricidade, o que é caro e poluente. Um estudo mostra que trocar esses geradores por sistemas solares pode reduzir os custos de energia em até 44%. Atualmente, cerca de 2,7 milhões de pessoas vivem em áreas isoladas, onde o acesso à energia é limitado e caro. No Sistema Interligado Nacional, 87% da energia é renovável, mas apenas 12% nos Sistemas Isolados. O estado do Amazonas é o mais afetado, com 35% da população em áreas sem acesso a energia de qualidade. Muitas famílias gastam até R$ 900 por mês apenas com combustível para os geradores, o que é um peso financeiro grande. Além disso, muitas pessoas nessas regiões não estão registradas em programas de assistência, tornando sua situação ainda mais difícil. O estudo destaca a necessidade de uma abordagem mais integrada para eletrificação, reconhecendo que algumas áreas podem nunca ser conectadas ao sistema elétrico nacional e que soluções alternativas, como a energia solar, podem ser mais viáveis. O prazo para universalizar o acesso à energia é até 2028, mas se o ritmo atual continuar, muitas pessoas ainda ficarão sem eletricidade.

A Amazônia enfrenta desafios na transição energética, com muitas comunidades ainda dependentes de diesel para eletricidade. Um estudo recente aponta que a substituição de geradores a diesel por sistemas solares pode reduzir custos em até 44%. Aproximadamente 2,7 milhões de pessoas vivem em Sistemas Isolados, com acesso limitado à energia elétrica.

No meio da floresta, centenas de comunidades enfrentam a realidade de depender de motores a diesel para obter luz. O estudo “Descarbonização dos Sistemas Isolados da Amazônia” revela que, embora o investimento inicial em energia solar seja elevado, a economia a longo prazo é significativa. A pesquisa destaca que apenas 12% da produção de energia nos Sistemas Isolados é renovável, em contraste com os 87% do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Os Sistemas Isolados abrangem 175 municípios em estados como Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e Pará. O estado do Amazonas é o mais afetado, com quase 35% da população vivendo em áreas isoladas. No Pará, as tarifas de energia são 28% superiores à média nacional. Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, ressalta que, apesar de a energia elétrica ser um serviço acessível no Brasil, quase 4 milhões de pessoas ainda não têm acesso a energia de qualidade.

O estudo, encomendado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia à Envol Energy Consulting, será apresentado durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. A pesquisa aponta que um milhão de pessoas vive em regiões sem acesso formal à eletricidade, muitas vezes invisíveis para o sistema de proteção social. Essas comunidades enfrentam custos elevados, gastando até R$ 900,00 por mês apenas com combustível para os geradores a diesel.

A falta de coordenação entre projetos de eletrificação é uma das principais barreiras para a universalização do acesso à energia. O CEO da Envol, Alexandre Viana, destaca que, apesar de melhorias recentes, é necessário acelerar o processo para cumprir o cronograma de atendimento integral até 31 de dezembro de 2028. Se o ritmo atual continuar, cerca de 2 milhões de pessoas ainda terão acesso limitado à energia elétrica.

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