Pesquisadores descobriram que a dose do medicamento Wegovy, usado para tratar a obesidade, pode ser reduzida pela metade sem perder a eficácia. Em um estudo de 64 semanas com quase 2.700 participantes, a perda média de peso foi de 16,7% com uma dose média de 1,08 miligramas por semana, bem abaixo da dose usual de 2,4 mg. Quase todos os participantes perderam pelo menos 5% do peso inicial e muitos conseguiram manter a perda mesmo após parar o uso do medicamento. Os pesquisadores destacaram que isso pode ajudar a controlar os custos com medicamentos à medida que o uso de tratamentos para emagrecimento aumenta.
A dose habitual do Wegovy, medicamento da Novo Nordisk para tratamento da obesidade, pode ser reduzida pela metade sem perda de eficácia. A descoberta foi apresentada por pesquisadores no Congresso Europeu de Obesidade em Málaga, Espanha, no dia 13 de maio. O estudo acompanhou quase 2.700 participantes em um programa de perda de peso, onde os pacientes receberam semaglutida, o princípio ativo do Wegovy.
Durante o estudo de 64 semanas, os participantes perderam em média 16,7% do peso corporal, utilizando uma dose média de apenas 1,08 miligramas de semaglutida por semana, em comparação com a dose típica de 2,4 mg. Quase 98% dos participantes conseguiram perder pelo menos 5% do peso inicial, um marco considerado clinicamente significativo. Muitos mantiveram a perda de peso mesmo após a interrupção do uso do medicamento.
Impacto e Custos
Os pesquisadores destacaram que a redução da dose pode levar a resultados significativos sem aumentar os custos com medicamentos. Com o crescimento do uso de GLP-1, os planos de saúde precisarão se adaptar a essa nova realidade. Alguns analistas preveem que as vendas de medicamentos para perda de peso podem alcançar US$ 150 bilhões por ano na próxima década.
Nicholas Syhler, co-CEO da Embla, clínica digital que liderou o programa, afirmou que “quando o cuidado é projetado em torno do paciente, doses mais baixas frequentemente se mostram suficientes”. Um relatório do estudo, conduzido por Soren Seier e colegas da Universidade de Copenhague, está aguardando revisão por pares.
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