O Brasil enfrenta dificuldades no acesso à saúde, com a maioria da população dependendo do SUS e uma parte menor com planos de saúde. O uso de cartões de desconto tem crescido, com mais de 60 milhões de usuários buscando alternativas para evitar as longas filas do SUS. Marcas como Cartão de Todos e Tem Saúde estão à frente desse mercado, que movimenta R$ 10 bilhões por ano, principalmente entre as classes C, D e E. Apesar do aumento, esses cartões ainda não são reconhecidos oficialmente como produtos de saúde. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a ANS deve regular esses serviços, e há um debate sobre como integrá-los ao SUS. A tecnologia já permite essa integração, mas faltam protocolos e mecanismos adequados. Um exemplo positivo é a lista única de transplantes, que pode servir de modelo. É importante que clínicas registrem atendimentos no SUS Digital e que haja um reconhecimento formal dos cartões de desconto. A nova realidade da saúde no Brasil exige que todos os envolvidos trabalhem juntos para garantir um cuidado contínuo e de qualidade, respeitando o direito dos cidadãos de escolher o que é melhor para eles.
O Brasil enfrenta desafios significativos no acesso aos cuidados médicos, com 160 milhões de dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) e apenas 52 milhões com planos de saúde. O uso de cartões de desconto tem se intensificado, com mais de 60 milhões de usuários buscando alternativas para evitar as longas filas do SUS. Marcas como Cartão de Todos, Tem Saúde e Avus dominam um mercado que movimenta R$ 10 bilhões anuais, especialmente entre as classes C, D e E.
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça determinou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regule esses cartões. O debate agora gira em torno da integração desses serviços ao SUS. A tecnologia já permite essa unificação, como demonstrado durante a pandemia, quando testes de Covid-19 foram registrados no Conecte SUS. Essa integração poderia facilitar a continuidade do cuidado e reduzir desperdícios.
Entretanto, ainda faltam protocolos unificados e mecanismos de encaminhamento entre o SUS e o setor privado. Um exemplo positivo é o modelo da lista única de transplantes, que poderia servir de inspiração. A construção de produtos híbridos público-privados, com foco na resolutividade clínica, é uma das soluções propostas.
Entre as ações sugeridas estão: incentivar clínicas a registrar atendimentos no SUS Digital, promover a integração de dados e ampliar o reconhecimento formal dos cartões de desconto. Cerca de 80% das demandas de saúde podem ser resolvidas na atenção primária e secundária. O crescimento dos cartões, aliado à sobrecarga do SUS, exige respostas rápidas e abre espaço para inovações no sistema de saúde.
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