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Práticas sustentáveis ajudam na recuperação de solos afetados por deslizamentos no RS

Práticas sustentáveis podem acelerar a recuperação dos solos no Rio Grande do Sul, após deslizamentos que devastaram a agricultura.

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O Rio Grande do Sul passou por deslizamentos de terra em maio de 2024, que afetaram a agricultura na serra gaúcha. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria descobriram que os solos atingidos perderam 85% do carbono, essencial para as plantas. O governo estadual lançou um programa de recuperação com R$ 900 milhões para ajudar os agricultores a restaurar a fertilidade do solo. Técnicas como o uso de plantas de cobertura e compostos orgânicos são recomendadas para recuperar os solos, pois ajudam a devolver nutrientes sem depender de fertilizantes químicos. A agricultora Rubiane da Campo, que cultiva pêssegos, relatou que as chuvas criaram crateras no solo, dificultando o manejo. A Emater informou que mais de 3 milhões de hectares foram afetados, e o novo programa deve começar em até 30 dias, focando na recuperação da fertilidade do solo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) revelaram que os deslizamentos de terra ocorridos em maio de 2024 no Rio Grande do Sul resultaram em uma perda de 85% do estoque de carbono em solos agrícolas da serra gaúcha. O governo estadual anunciou um programa de recuperação com R$ 900 milhões para restaurar a fertilidade do solo.

As técnicas de recuperação incluem o uso de plantas de cobertura e compostos orgânicos, que não dependem de fertilizantes químicos. O estudo analisou solos em Bento Gonçalves, Pinto Bandeira e Veranópolis, áreas com grande produção de frutas. Os pomares e vinhedos afetados apresentaram apenas 0,6% de matéria orgânica, enquanto os não afetados tinham 3,9%. As áreas de vegetação nativa mostraram 6,8%, indicando uma significativa degradação dos solos.

Gustavo Brunetto, coordenador do estudo, destacou que a recuperação dos nutrientes pode levar até 40 anos se nenhuma ação for tomada. No entanto, a adoção de práticas sustentáveis pode reduzir esse tempo para cerca de 13 anos. O uso de plantas de cobertura, como aveia e azevém, é essencial para aumentar a fertilidade e proteger o solo durante chuvas intensas.

A agricultora Rubiane da Campo, que cultiva pêssegos em Pinto Bandeira, relatou os danos severos causados pelos deslizamentos, que comprometeram a estrutura do solo. Ela planeja intensificar o uso de plantas de cobertura para melhorar a qualidade do solo e aumentar a retenção de água.

A Emater (Associação de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural) informou que as chuvas de 2024 afetaram a fertilidade de mais de 3 milhões de hectares no estado, área equivalente a quase 20 vezes o tamanho de São Paulo. O programa de recuperação aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul prevê repasses de até R$ 30 mil por propriedade, com início das ações em até 30 dias.

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