Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a temperatura nas periferias de São Paulo pode ser até 9 ºC mais alta do que em áreas nobres. Os pesquisadores analisaram dois bairros com diferentes Índices de Desenvolvimento Humano (IDHM): Jardim Paulista, que tem um IDHM de 0,942, e Vila Jacuí, com 0,736. Eles descobriram que a Vila Jacuí pode ser 7,9 ºC mais quente no inverno e 8,8 ºC no verão em comparação ao Jardim Paulista. A pesquisa revelou que as áreas mais quentes estão ligadas a IDHMs mais baixos, ou seja, as regiões periféricas. Fatores como a quantidade de árvores, os materiais usados nas construções e o espaço entre as casas influenciam essas diferenças de temperatura. Os pesquisadores alertam que o calor intenso em áreas com moradias precárias pode causar problemas de saúde, como doenças respiratórias e cardíacas, o que pode se tornar um problema de saúde pública.
Na cidade de São Paulo, a temperatura superficial nas periferias pode ser até 9 ºC mais alta do que em áreas nobres. A pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 15 de maio de 2025, revela essa discrepância significativa. Os pesquisadores Fernando Rocha Reis e Caroline Freire analisaram dois distritos com diferentes Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Jardim Paulista (IDHM de 0,942) e Vila Jacuí (IDHM de 0,736).
Os dados mostram que a Vila Jacuí pode registrar 7,9 ºC a mais no inverno e 8,8 ºC no verão em comparação ao Jardim Paulista. A pesquisa conclui que áreas com temperaturas mais altas estão associadas a IDHMs mais baixos, evidenciando a relação entre desigualdade socioeconômica e condições climáticas.
Fatores Contribuintes
Os pesquisadores utilizaram higrômetros para coletar dados entre janeiro e fevereiro e entre julho e agosto de 2024. Fatores como arborização, materiais de construção e espaçamento entre lotes influenciam as diferenças de temperatura. Fernando Reis destacou a importância de entender como as pessoas percebem essas variações de forma desigual.
Caroline Freire alertou que essas diferenças microclimáticas podem agravar a desigualdade na capital paulista. O calor intenso em áreas com moradias precárias pode resultar em problemas de saúde, como doenças respiratórias e cardíacas. Freire enfatizou que a exposição prolongada a essas condições pode gerar uma questão de saúde pública.
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