A gripe aviária foi confirmada pela primeira vez em um plantel comercial de aves em Montenegro, no Rio Grande do Sul, aumentando as preocupações sobre a saúde de animais e humanos. Até agora, o Brasil tinha registrado a doença apenas em aves silvestres e de criação caseira. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que a transmissão do vírus para humanos é uma questão importante e que o consumo de carne de ave e ovos é seguro se bem cozidos. O representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, destacou a necessidade de melhorar a vigilância e a biossegurança, defendendo uma abordagem que considere a saúde de animais, humanos e meio ambiente. A FAO também está colaborando com governos para lidar com surtos de doenças, incluindo a gripe aviária, e enfatizou a importância de ações coordenadas na América do Sul. Desde 2022, a América Latina e o Caribe relataram mais de 4.700 surtos de gripe aviária, afetando diversas espécies e exigindo atenção das autoridades e da comunidade internacional.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) confirmou, neste sábado (17/5), o primeiro foco de gripe aviária em um plantel comercial de aves em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Até então, o Brasil havia registrado a doença apenas em aves silvestres e de criação caseira.
O surto representa uma nova fase na presença do vírus no país, aumentando as preocupações sobre a saúde animal e humana. A FAO destacou que a transmissão do vírus de aves para humanos é uma questão crítica, além de ressaltar os impactos nos sistemas alimentares e na biodiversidade. O representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, enfatizou que o consumo de carne de ave e ovos continua seguro, especialmente quando bem cozidos, e que o risco de infecção humana permanece baixo.
Medidas Necessárias
Meza alertou sobre a necessidade de fortalecer os sistemas de vigilância e biossegurança. Ele defendeu a abordagem de “Uma só saúde”, que integra as interações entre animais, humanos e meio ambiente. Essa estratégia é essencial para conter a propagação do vírus, especialmente entre pequenos e médios produtores.
A FAO também mencionou sua colaboração em mais de 440 surtos de doenças transfronteiriças em mais de 50 países, incluindo a gripe aviária. O trabalho conjunto com os governos da região envolve investimentos em capacitação veterinária e sistemas de alerta precoce. A entidade reforçou a importância de uma ação coordenada entre os países da América do Sul para mitigar a propagação do surto.
Desde 2022, a América Latina e o Caribe notificaram mais de 4.700 surtos de gripe aviária altamente patogênica, afetando não apenas aves de criação, mas também aves migratórias, mamíferos marinhos e animais de estimação. A situação exige atenção redobrada das autoridades e da comunidade internacional para proteger a saúde pública e a segurança alimentar.
Entre na conversa da comunidade