Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Curativo sustentável feito de resíduos de pesca promete acelerar cicatrização de feridas

Pesquisadores da UFMG e UFLA criam curativo inovador com resíduos pesqueiros, prometendo acelerar cicatrização e reduzir custos no SUS.

0:00
Carregando...
0:00

Pesquisadores da UFMG e UFLA criaram um curativo novo usando resíduos da indústria pesqueira, com o objetivo de substituir bandagens importadas no SUS. Esse curativo, chamado CH50BGF, ajuda a cicatrizar feridas mais rápido e diminui a dor. Ele está sendo testado para uso em humanos e deve custar menos que as opções que já existem no mercado. O curativo pode absorver até 160% de líquidos em 24 horas, o que é muito mais do que outros produtos. Ele é feito de quitosana, que é um material natural e tem propriedades antimicrobianas, e micropartículas de vidro bioativo, que ajudam a formar novos vasos sanguíneos. Além de ser mais eficaz, esse curativo também reduz o risco de infecções. A produção local pode tornar o tratamento mais acessível no SUS, com preços entre R$ 20 e R$ 30 por unidade, podendo ser ainda mais barato em grande escala. Os pesquisadores estão aguardando a aprovação ética para começar os testes clínicos. A ideia é não só substituir produtos importados, mas também criar uma produção sustentável que aproveite os resíduos da pesca.

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e UFLA (Universidade Federal de Lavras) desenvolveram um curativo inovador a partir de resíduos da indústria pesqueira. O objetivo é substituir as bandagens importadas utilizadas no SUS (Sistema Único de Saúde). O novo curativo, que acelera a cicatrização e reduz a dor, está em fase de testes para validação clínica e promete um custo inferior às alternativas comerciais.

O curativo, chamado CH50BGF, possui alta capacidade de absorção de exsudatos, líquidos liberados por feridas durante o processo de cicatrização. Essa característica é especialmente útil em casos de queimaduras de terceiro grau, feridas crônicas e lesões profundas. A pesquisa, que já dura dez anos, foi orientada pela professora Marivalda M. Pereira, da UFMG.

Os testes laboratoriais mostraram que o curativo pode absorver até 160% de líquidos em 24 horas, superando diversos produtos comerciais. A combinação de quitosana, um polímero natural derivado de resíduos pesqueiros, e micropartículas de vidro bioativo, contribui para essa eficiência. A quitosana atua como antimicrobiano, enquanto o vidro bioativo estimula a formação de novos vasos sanguíneos.

Além de reduzir a dor nas trocas de curativo, o novo modelo minimiza o risco de infecções, um problema crítico em feridas abertas. A pesquisadora Talita Martins destaca que a produção local do curativo pode reduzir custos e aumentar o acesso à tecnologia no SUS. O custo inicial é estimado entre R$ 20 e R$ 30 por unidade, podendo ser ainda mais baixo em larga escala.

Os pesquisadores buscam autorização do comitê de ética para iniciar testes clínicos com humanos. A iniciativa visa não apenas substituir insumos importados, mas também garantir a independência nacional em saúde, criando uma cadeia sustentável que aproveita resíduos da indústria pesqueira.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais