Muitas pessoas têm acordado no meio da noite, especialmente entre 3 e 4 da manhã, e isso tem gerado um aumento nas buscas online sobre o assunto. Especialistas, como a Dra. Ana Krieger, explicam que isso pode ser causado por estresse, ansiedade ou problemas de sono, como apneia e insônia. Para melhorar a qualidade do sono, é importante ter bons hábitos antes de dormir, como evitar o uso de celulares e realizar atividades relaxantes. Por outro lado, a nova tendência chamada “sleepmaxxing” tem levado muitos a se preocuparem excessivamente com a qualidade do sono, utilizando diversos produtos e tecnologias para otimizar essa experiência. Essa obsessão, chamada de ortosonia, pode causar mais ansiedade e atrapalhar o sono. Médicos alertam que muitos dispositivos que monitoram o sono não são precisos e que a preocupação excessiva pode ser prejudicial. Apesar disso, a atenção ao sono também trouxe benefícios, como a divulgação de dicas úteis para melhorar a higiene do sono, como praticar exercícios e evitar telas antes de dormir.
A crescente preocupação com a qualidade do sono tem gerado um aumento nas buscas online sobre distúrbios do sono, especialmente o fenômeno de acordar no meio da noite. Pesquisas no Google sobre “acordar às 3h” aumentaram, e vídeos no TikTok sobre o tema acumulam milhões de visualizações. Especialistas apontam que fatores como estresse e hábitos inadequados podem ser responsáveis por essas interrupções.
A médica Ana Krieger, diretora do Centro de Medicina do Sono da Weill Cornell Medicine, destaca que práticas de sono inadequadas podem levar a dificuldades em manter o sono. Ela recomenda que as pessoas evitem atividades estimulantes, como usar o celular ou acender luzes, ao acordar durante a noite. Em vez disso, sugere técnicas de relaxamento, como a respiração 4-7-8, para ajudar a voltar a dormir.
O fenômeno do sleepmaxxing
O conceito de “sleepmaxxing” tem ganhado popularidade, especialmente entre a geração Z. Essa prática envolve otimizar a rotina noturna com gadgets e produtos de beleza, mas pode resultar em ansiedade excessiva. A psicóloga Daniela Faertes alerta que essa obsessão, chamada de ortosonia, pode prejudicar o sono, transformando um ato natural em uma tarefa estressante.
A médica Maíra da Rocha, colaboradora do Laboratório do Sono da UniRio, observa que muitos pacientes se preocupam excessivamente com dados de sono fornecidos por dispositivos tecnológicos. Ela ressalta que muitos algoritmos não são precisos e que, frequentemente, o sono está reparador, mesmo que os números não indiquem isso.
Impactos da tecnologia e cuidados com a saúde
A indústria de produtos relacionados ao sono está em expansão, com um valor estimado em US$ 432 bilhões até 2024. Além disso, o uso de cremes noturnos tem se multiplicado, com marcas investindo em ciência do sono. O dermatologista Daniel Coimbra recomenda cuidados noturnos, mas alerta para o exagero nas rotinas, que podem causar irritações na pele.
Embora a atenção ao sono tenha aspectos positivos, como a divulgação de informações sobre higiene do sono, é importante manter um equilíbrio. A prática de exercícios, evitar telas antes de dormir e garantir um ambiente propício são hábitos que realmente fazem diferença na qualidade do sono.
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