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Tabagismo causa mortes e afeta a saúde de milhões no Brasil

Cigarros eletrônicos ganham espaço entre adolescentes, ameaçando os avanços na redução do tabagismo no Brasil. Medidas urgentes são necessárias.

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O Brasil tem cerca de 45 milhões de ex-fumantes, sendo o segundo país com mais pessoas que pararam de fumar, mas o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes está crescendo, especialmente entre os de 13 a 15 anos. Isso pode prejudicar os avanços na luta contra o tabagismo. Apesar de os vapes serem proibidos no Brasil desde 2009, eles são vendidos facilmente pela internet e em lojas, e a fiscalização é fraca. Os cigarros eletrônicos, que parecem seguros, têm alta concentração de nicotina, o que pode causar dependência rapidamente. Estudos mostram que eles são menos eficazes para ajudar fumantes a parar do que outras opções. É importante que o governo tome medidas mais rigorosas contra a venda e a propaganda desses produtos e invista em programas de prevenção e cessação do tabagismo. Profissionais de saúde devem ajudar na orientação de jovens e suas famílias, e a educação sobre o uso de substâncias nocivas deve ser parte da rotina nas escolas e consultórios.

O Brasil, com cerca de 45 milhões de ex-fumantes, é o segundo país com maior número de pessoas que deixaram de fumar, conforme dados de 2023 do Ministério da Saúde. No entanto, a crescente popularidade dos cigarros eletrônicos entre adolescentes, especialmente entre os de 13 a 15 anos, pode comprometer esses avanços.

A indústria de vapes tem se mostrado uma ameaça às políticas de cessação do tabagismo. Apesar da redução do tabagismo entre adultos, o uso de dispositivos eletrônicos por jovens tem aumentado de forma alarmante. Estudo da Sociedade de Pesquisa sobre Nicotina e Tabaco revela que os adolescentes são os maiores consumidores de vapes, com um crescimento exponencial no uso.

Os cigarros eletrônicos, embora proibidos no Brasil desde 2009, são vendidos livremente pela internet e em lojas. A falta de fiscalização e punição para quem comercializa esses produtos tem contribuído para o aumento do consumo. A Polícia Federal realiza apreensões, mas isso não é suficiente para combater o contrabando.

Riscos e Consequências

Os vapes, apresentados como produtos seguros, têm se mostrado prejudiciais. A concentração de nicotina nos dispositivos aumentou drasticamente, passando de 2 mg/ml para 44,8 mg/ml nas gerações mais recentes. Isso pode levar à dependência e a doenças em um período muito mais curto do que os cigarros convencionais.

Pesquisas indicam que o uso de cigarros eletrônicos é 28% menos eficaz para fumantes que tentam parar em comparação com aqueles que não utilizam esses dispositivos. A estratégia de marketing que posiciona os vapes como aliados na redução de danos tem se revelado enganosa.

Ações Necessárias

É urgente que o governo implemente medidas mais rigorosas de fiscalização e punição para a venda e propaganda de cigarros eletrônicos. Além disso, é fundamental investir em programas de cessação e prevenção do tabagismo. O tabagismo é um problema de saúde pública que também estimula o consumo de outras drogas.

A promoção de um olhar multidisciplinar sobre o vício em nicotina é essencial. Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, devem ser engajados na orientação de jovens e familiares. A educação e o aconselhamento devem ser parte da rotina nas escolas e consultórios, visando a prevenção do uso de substâncias nocivas.

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