A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do Brasil, tem apenas 9,8% de sua área protegida, o que equivale a cerca de 12,86 milhões de hectares. Um estudo da SOS Mata Atlântica, divulgado no Dia Nacional da Mata Atlântica, alerta para a fragilidade do bioma, que enfrenta desmatamento, principalmente por causa do agronegócio. O estudo mostra que muitas áreas de conservação não estão cumprindo seu papel, com quase 2 milhões de hectares ocupados por pastagens e agricultura. A pesquisa também revela que a maior parte da vegetação nativa está fora dessas áreas protegidas. Em 2024, a Mata Atlântica perdeu 13.472 hectares, um número semelhante ao do ano anterior, e eventos climáticos extremos contribuíram para essa perda. O estudo destaca a importância das Reservas Particulares do Patrimônio Natural, que protegem 80% dos remanescentes florestais, e sugere que mais incentivos sejam dados para a criação e manutenção dessas áreas. A SOS Mata Atlântica também menciona a meta de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030, como parte do compromisso do Brasil com a biodiversidade.
A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do Brasil, enfrenta sérios desafios. Um estudo da SOS Mata Atlântica, divulgado no Dia Nacional da Mata Atlântica, revela que apenas 9,8% da área do bioma está protegida, totalizando 12,86 milhões de hectares. O levantamento destaca a necessidade urgente de fortalecer a proteção e criar novas áreas de conservação.
O estudo indica que o desmatamento na Mata Atlântica se manteve estável em 2024, com a perda de 13.472 hectares de vegetação. A pesquisa aponta que o agronegócio é o principal responsável pelo desmatamento, afetando até mesmo as unidades de conservação. Diego Igawa Martinez, coordenador de projetos da SOS Mata Atlântica, afirma que a proteção é mal distribuída e muitas unidades não cumprem seu papel.
Desafios e Oportunidades
A análise também revela que quase 2 milhões de hectares das unidades de conservação são ocupados por pastagens e atividades agrícolas. Mais de 80% da vegetação nativa remanescente está fora das áreas protegidas. Martinez observa que os estados de Minas Gerais, Piauí e Bahia concentram uma parte significativa do desmatamento, enquanto a expansão urbana afeta regiões metropolitanas.
O Relatório Anual do Desmatamento, divulgado pela rede MapBiomas, mostra que o Brasil teve uma redução de 32,4% no desmatamento em 2023, exceto na Mata Atlântica, que permaneceu estável. Eventos climáticos extremos, como chuvas e enchentes, contribuíram para 22% da perda de vegetação no bioma.
Importância das Reservas
O estudo também destaca o papel das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que protegem 80% dos remanescentes florestais da Mata Atlântica. A SOS Mata Atlântica sugere aumentar os incentivos para a criação e manutenção dessas reservas. As unidades de conservação são essenciais para a regulação do clima e a proteção da biodiversidade, mas a cobertura atual ainda é insuficiente para enfrentar os desafios climáticos.
A SOS Mata Atlântica enfatiza a importância de cumprir a meta 30×30, que visa proteger ao menos 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. Essa meta foi estabelecida pelo Marco Global da Biodiversidade e é parte da Estratégia e Plano de Ação Nacional para Biodiversidade do Brasil.
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