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Dissociação no sexo: como preocupações e traumas afetam o prazer íntimo

Dissociação durante o sexo afeta muitas mulheres, ligando problemas financeiros e crenças negativas a experiências de prazer.

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Muitas pessoas sentem que sua mente está longe durante o sexo, um fenômeno chamado dissociação. Mariana, de 33 anos, compartilha que isso acontece com ela, especialmente quando enfrenta problemas financeiros. Ela percebeu que estava distante durante um momento íntimo quando sua parceira ficou chateada com sua falta de envolvimento. A dissociação é uma resposta involuntária do corpo a traumas e estresse, fazendo com que a pessoa se sinta como uma espectadora, o que pode prejudicar a performance e a conexão emocional. Ana Gabriela, de 34 anos, também sente essa desconexão, associando-a a crenças negativas sobre sexo que aprendeu em sua infância religiosa. A sexóloga Gisleine Teixeira explica que a dissociação pode ser causada por traumas, inseguranças e relacionamentos tóxicos. Isso pode levar a dificuldades em sentir prazer e até a fingir orgasmos. A psicóloga Alessandra Petraglia sugere que a terapia, especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental, pode ajudar a lidar com esses sentimentos. Além disso, é importante ter uma comunicação aberta com o parceiro sobre esses sentimentos, buscando apoio e compreensão.

A dissociação durante o sexo é um fenômeno que afeta muitas pessoas, resultando em uma desconexão entre corpo e mente. Esse distanciamento pode ser desencadeado por traumas, estresse e inseguranças. Relatos de mulheres como Mariana, 33 anos, e Ana Gabriela, 34 anos, evidenciam como questões financeiras e crenças negativas sobre sexo impactam suas experiências íntimas.

Mariana compartilha que, em momentos de dificuldades financeiras, sua mente se distrai com preocupações, fazendo-a sentir-se como uma mera espectadora durante o sexo. “Sentia como se meu corpo estivesse ali e minha mente em algum boleto que estava devendo”, relata. Essa dissociação, segundo a sexóloga Gisleine Teixeira, é uma resposta involuntária do sistema nervoso, que pode resultar na ausência de prazer e na desconexão emocional.

Ana Gabriela também enfrenta dificuldades semelhantes. Ela descreve a sensação de observar a cena de fora, com sua mente anestesiada e focada em seus defeitos. A sexóloga aponta que traumas, inseguranças e crenças negativas sobre sexo podem ser gatilhos para essa dissociação. Ana menciona que sua formação religiosa ainda influencia sua percepção sobre o prazer, criando uma resistência interna.

A psicóloga Alessandra Petraglia destaca que a dissociação pode dificultar o prazer e gerar sentimentos de culpa. O sexo, que deveria ser um momento de intimidade, pode se tornar uma obrigação, levando a situações como fingir orgasmos. Uma pesquisa de 2023 revelou que 79% das mulheres já fingiram orgasmo em algum momento.

As profissionais recomendam buscar ajuda quando a dissociação se torna frequente. A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento prejudiciais. Além disso, a comunicação aberta com a parceria é essencial para minimizar a dissociação. Teixeira sugere que se busque um momento apropriado para discutir esses sentimentos, evitando culpar a outra pessoa.

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