Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostrou que o uso de cigarros eletrônicos entre adultos no Brasil aumentou 24%, chegando a 2,6% da população, o maior índice desde 2019. O consumo de tabaco convencional também subiu 25%, alcançando 13,8% dos brasileiros, o que representa um retrocesso de 10 anos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a proibição da venda e propaganda de cigarros eletrônicos pela Anvisa é a principal estratégia para combater esse aumento. Ele destacou que o uso de cigarros eletrônicos no Brasil é cinco a sete vezes menor do que em países onde esses produtos são liberados. O Inca também apontou que as doenças relacionadas ao tabagismo custam R$ 153,5 bilhões por ano ao país, o que equivale a 1,55% do PIB. O diretor do Inca, Roberto Gil, atribuiu o aumento do consumo de tabaco à queda nos preços e defendeu a criação de um Imposto Seletivo para encarecer os cigarros e desestimular seu uso, já que o cigarro convencional se tornou um dos mais baratos nas Américas.
Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgado nesta quarta-feira, revelou um aumento alarmante no uso de cigarros eletrônicos e tabaco convencional no Brasil. Entre 2023 e 2024, o uso de cigarros eletrônicos entre adultos cresceu 24%, atingindo 2,6% da população adulta, o maior índice desde o início da série histórica em 2019. O consumo de tabaco convencional também subiu 25%, alcançando 13,8% dos brasileiros, o que representa um retrocesso de 10 anos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a principal estratégia contra o uso de cigarros eletrônicos é a manutenção da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a comercialização e propaganda desses dispositivos. Ele afirmou que o Brasil apresenta um uso de cigarros eletrônicos cinco a sete vezes menor do que países que liberaram sua utilização, evidenciando a eficácia das restrições.
Impactos Econômicos e Sociais
O Inca também apontou que as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo anual de R$ 153,5 bilhões, representando 1,55% do PIB nacional. O diretor-geral da instituição, Roberto Gil, atribuiu o aumento do consumo de tabaco convencional à redução dos preços, ressaltando a importância da Reforma Tributária. Ele defendeu a criação de um Imposto Seletivo (IS) para encarecer os cigarros e desincentivar seu consumo.
Gil enfatizou que o cigarro convencional se tornou um dos mais baratos nas Américas, o que contribui para o aumento do número de fumantes. A reforma tributária, segundo ele, é crucial para elevar os preços e alinhar o Brasil a outros países que já implementaram medidas semelhantes.
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