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Ação de artivismo denuncia a mortalidade materna e a falta de direitos no Brasil

A ONG CEPIA destaca a mortalidade materna no Brasil com ação de artivismo em São Paulo, em meio a pressões anti-direitos sobre o aborto.

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Uma ação da ONG CEPIA em São Paulo chamou a atenção para a situação do aborto no Brasil, que tem uma lei quase inalterada há 85 anos. Para marcar o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução à Mortalidade Materna, a ONG usou um vestido de noiva jogado no lixo na Avenida Paulista, simbolizando a luta pela autonomia das mulheres. A cidade tem enfrentado debates intensos sobre o tema, especialmente após o fechamento do setor de obstetrícia do Hospital Público do Servidor Municipal, que atendia mulheres. Grupos e políticos que são contra os direitos das mulheres têm pressionado para restringir o acesso ao aborto, o que gera um problema de saúde pública e aumenta a violência contra as mulheres, já que 800 mil morrem anualmente devido a procedimentos inseguros.

A ONG CEPIA realizou uma ação de artivismo em São Paulo nos dias 27 e 28 de maio, em alusão ao Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e ao Dia Nacional de Redução à Mortalidade Materna. A atividade destacou o fechamento do setor de obstetrícia do Hospital Público do Servidor Municipal (HSPM) e a pressão de grupos anti-direitos sobre a discussão do aborto no Brasil.

A cena provocativa de um vestido de noiva jogado no lixo na Avenida Paulista remete a costumes machistas do passado, como a devolução da esposa ao sogro caso não fosse virgem. Apesar de avanços, a legislação sobre aborto permanece quase inalterada há 85 anos, resultando em altos índices de mortalidade materna. Estima-se que oitocentas mil mulheres morram anualmente no país devido a procedimentos inseguros, sendo essa a quinta maior causa de mortes maternas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

A escolha de São Paulo para a ação não foi aleatória. A cidade tem sido um centro de intensos debates sobre o aborto, especialmente após a decisão da Prefeitura de fechar o HSPM, que fazia parte da rede de atendimento às mulheres. A discussão sobre o aborto continua sendo cerceada por pressões políticas e de grupos que buscam restringir o acesso ao procedimento, gerando um problema de saúde pública e perpetuando a violência contra as mulheres.

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