Cuidadores costumam falar com idosos de maneira infantilizada, o que é considerado uma forma de etarismo, pois ignora a vida que esses idosos tiveram como adultos. Pesquisadoras analisaram interações entre cuidadores e idosos e descobriram que essa abordagem gera resistência, levando os idosos a reagirem de forma negativa. Para mudar essa situação, foi criado um treinamento online chamado “Mudança de linguagem”, que ajuda cuidadores a se comunicarem melhor com os idosos. Esse programa, que dura três horas, mostrou resultados positivos, reduzindo a resistência dos idosos e o uso de medicamentos antipsicóticos.
Cuidadores frequentemente utilizam uma linguagem infantilizada ao se dirigir a idosos, o que é considerado uma forma de etarismo. Essa abordagem ignora a vida plena que os idosos tiveram como adultos e pode gerar resistência nas interações.
Pesquisadoras da Universidade de Iowa e da Universidade do Kansas analisaram interações em instituições de longa permanência (ILPIs) e descobriram que essa forma de comunicação provoca reações negativas. Idosos frequentemente gritam, se afastam ou até empurram cuidadores quando são tratados de maneira infantil.
Para abordar essa questão, foi desenvolvido o treinamento online “Mudança de linguagem”, ou “Changing talk on-line training” (CHATO). O programa, com duração de três horas, visa remodelar a comunicação entre cuidadores e idosos. Resultados preliminares indicam que o treinamento reduziu comportamentos resistentes e o uso de antipsicóticos.
As métricas utilizadas mostram que, à medida que o linguajar infantilizado diminuiu, a resistência dos idosos também caiu. O treinamento busca reconhecer e superar barreiras de comunicação, promovendo interações mais respeitosas e eficazes.
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