Elise Sebastian, uma adolescente de 16 anos, morreu em uma unidade de saúde mental chamada St Aubyn Centre, onde deveria receber cuidados especiais. Um inquérito revelou que houve falhas graves nos cuidados dela, como a falta de monitoramento adequado e uma equipe despreparada. Elise foi encontrada sem resposta em seu quarto, após ter sido deixada sozinha por 28 minutos. Um sistema de alerta que poderia ter ajudado estava desligado, e a equipe demorou muito para usar um desfibrilador quando ela teve uma parada cardíaca. A maioria dos funcionários era temporária e não conhecia bem os pacientes. O inquérito apontou que a morte de Elise poderia ter sido evitada se os cuidados tivessem sido melhores. Após sua morte, a unidade foi fechada para novas admissões. O diretor da instituição pediu desculpas à família de Elise e reconheceu que ela não recebeu o cuidado que merecia.
Negligência em unidade de saúde mental contribuiu para a morte de adolescente
Uma investigação revelou que falhas graves nos cuidados prestados a uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com autismo, contribuíram para sua morte em abril de 2021. A jovem, descrita como feliz e extrovertida, foi encontrada sem resposta em seu quarto na St Aubyn Centre, em Colchester, na Inglaterra.
O inquérito apontou que a adolescente deveria receber atendimento individualizado, mas um sistema de alerta infravermelho que monitorava seu tempo no banheiro estava silenciado, e ela ficou sozinha por 28 minutos. O júri do inquérito concordou que a morte poderia ter sido evitada se não houvesse múltiplas falhas nos cuidados.
Condições da Unidade
A St Aubyn Centre, gerida pela Essex Partnership University NHS Foundation Trust (EPUT), foi descrita como “caótica” durante o inquérito, que está sob investigação pública. O representante da EPUT reconheceu que o quarto da adolescente deveria ter sido trancado para evitar que ela entrasse sozinha.
O inquérito também revelou que a unidade enfrentava problemas de subdimensionamento e que muitos funcionários eram temporários, o que dificultava o conhecimento sobre os pacientes. O clínico responsável admitiu que havia constantes preocupações sobre o número de funcionários e que o orçamento estava sempre excedido.
Resposta ao Incidente
Após a morte da adolescente, a Care Quality Commission (CQC) suspendeu novas admissões na unidade. Um relatório da CQC destacou que a falta de pessoal era uma preocupação significativa, agravada pela falta de habilidades adequadas entre os funcionários para cuidar de pacientes vulneráveis.
O júri identificou dois fatores principais que provavelmente causaram a morte da adolescente: observações mal administradas devido ao baixo número de funcionários e a possibilidade de acesso ao seu quarto sem supervisão. A coroner Sonia Hayes anunciou que elaborará um relatório para prevenir futuras ocorrências semelhantes.
O CEO da EPUT expressou suas condolências à família da adolescente, afirmando que ela não recebeu o cuidado que merecia.
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