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Depressão ainda enfrenta estigmas e desafios no tratamento entre homens e jovens

A depressão cresce entre adolescentes e idosos, impulsionada por redes sociais e solidão, enquanto o estigma persiste, especialmente entre homens.

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A depressão é uma doença mental que ainda enfrenta preconceitos, especialmente entre homens, adolescentes e idosos. Apesar de mais pessoas falarem sobre o assunto, o estigma persiste, dificultando que muitos busquem ajuda. O psiquiatra Luiz Zoldan destaca que, embora a conversa sobre saúde mental tenha avançado, o preconceito ainda impede que as pessoas falem sobre suas próprias experiências. Existe uma banalização e uma glamorização da depressão nas redes sociais, o que pode confundir as pessoas sobre a gravidade da condição. Além disso, a pressão para estar sempre feliz, impulsionada pela cultura da positividade, dificulta o enfrentamento de sentimentos negativos. Os homens, em particular, enfrentam um estigma maior, pois são socialmente pressionados a não expressar fraqueza. Isso leva a um maior número de suicídios entre homens, que tendem a buscar ajuda mais tarde. O aumento de diagnósticos de depressão entre adolescentes e idosos é alarmante, com os jovens sofrendo mais devido ao uso excessivo de redes sociais e à falta de interação social. Os idosos, por sua vez, enfrentam solidão e falta de apoio, o que contribui para o aumento da depressão e do suicídio nessa faixa etária.

A depressão, embora discutida mais abertamente, ainda enfrenta estigmas sociais, especialmente entre homens, adolescentes e idosos. Recentemente, houve um aumento no diagnóstico da doença, impulsionado por fatores como redes sociais e solidão, além da resistência masculina em buscar tratamento.

O psiquiatra Luiz Zoldan, gerente médico do Espaço Einstein de Saúde Mental e Bem-Estar, destaca que, apesar da conversa mais aberta sobre saúde mental, o estigma persiste. Ele observa que o preconceito social e o estigma internalizado dificultam a busca por ajuda. Muitas pessoas falam sobre a depressão de outros, mas relutam em discutir suas próprias experiências.

Zoldan também menciona a banalização e glamorização da depressão nas redes sociais. Ele critica a forma como a doença é tratada, comparando-a a uma “brincadeira”. A desinformação gerada por essas plataformas prejudica o tratamento, pois a sociedade pressiona por uma felicidade constante, dificultando a aceitação de momentos de tristeza.

Aumento entre Grupos Específicos

O psiquiatra aponta que o estigma é ainda mais forte entre os homens, que têm menos tradição em falar sobre sentimentos. As mulheres, por outro lado, costumam buscar ajuda mais cedo. Isso resulta em um maior número de suicídios efetivados entre homens, que tendem a usar métodos mais letais.

Além disso, o aumento de diagnósticos de depressão entre adolescentes e idosos é alarmante. Adolescentes enfrentam dificuldades devido à diminuição do contato social e ao uso excessivo de telas. Estudos mostram que a interação social dos jovens caiu drasticamente nas últimas décadas, prejudicando o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

Entre os idosos, a solidão e a falta de suporte são fatores críticos. Zoldan alerta que muitos idosos enfrentam problemas de saúde mental, incluindo depressão, devido à ausência de uma rede de apoio. O aumento da longevidade não se traduz em qualidade de vida, levando a um aumento nos casos de suicídio nessa faixa etária.

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