O Brasil gasta 2,3 vezes mais com o tratamento de doenças causadas pelo tabaco do que a indústria tabagista lucra. Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelou que o tabagismo causa 174 mil mortes por ano e gera um custo de R$ 153,5 bilhões. O uso de vapes entre mulheres grávidas aumentou 50% em relação às não grávidas, enquanto o uso de narguilé cresceu 700% entre 2014 e 2020. A prevalência de fumantes no Brasil ficou em 9,3% em 2023, com homens fumando mais que mulheres. O número de fumantes caiu de 15,7% em 2006 para 9,3% em 2018, mas variou desde então. A meta do Brasil é reduzir o tabagismo em 40% até 2030, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde.
O Brasil enfrenta um cenário alarmante em relação ao tabagismo, com gastos anuais de R$ 153,5 bilhões em tratamentos de doenças relacionadas ao uso do tabaco, superando em 2,3 vezes os lucros da indústria tabagista. Os dados são do estudo “A Conta que a Indústria do Tabaco não Conta”, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgado pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio.
A pesquisa revela que a epidemia de tabagismo resulta em 174 mil mortes por ano no país. O estudo também aponta um aumento significativo no uso de vapes entre mulheres grávidas, que é 50% superior ao de mulheres não grávidas. Além disso, o uso de narguilé cresceu 700% entre 2014 e 2020, com um aumento de 300% na busca por essa modalidade de fumo entre jovens entre 2013 e 2019.
Dados sobre Fumantes
A prevalência de fumantes no Brasil se manteve em 9,3% em 2023, após uma leve alta em 2020. Homens representam 11,7% dos fumantes, enquanto mulheres são 7,2%. A faixa etária mais afetada é de 35 a 44 anos, com 10,4% de fumantes, seguida por 25 a 34 anos (9,8%) e 55 a 64 anos (9,7%). O estudo também destaca que pessoas com até oito anos de escolaridade têm uma taxa de tabagismo de 12,2%, enquanto aqueles com 12 anos ou mais de estudo apresentam 7,4%.
O Brasil tem como meta oficial para 2030 a redução da prevalência do tabagismo em até 40%, alinhando-se às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Desde 2016, a produção de cigarros tem aumentado anualmente, evidenciando os desafios na implementação da Política Nacional de Controle do Tabaco (PNCT).
Entre na conversa da comunidade