A Fundação do Câncer lançou uma nova campanha chamada Movimento VapeOFF para alertar os jovens sobre os perigos dos cigarros eletrônicos. Com o slogan “Bonito por fora, tóxico por dentro”, a campanha busca mostrar que, apesar da aparência atraente, os vapes podem causar sérios problemas de saúde, como dependência de nicotina e doenças graves. A mobilização acontece no Dia Mundial sem Tabaco e conta com o apoio de várias organizações. O diretor da Fundação, Luiz Augusto Maltoni, destacou que os vapes são uma ameaça crescente, especialmente para os jovens, que representam 70% dos usuários. Uma pesquisa mostrou que a maioria dos usuários de vapes não conseguiu parar de fumar cigarros convencionais, o que questiona a ideia de que os vapes são uma alternativa segura. Uma das ações da campanha será uma roleta interativa na Praia de Ipanema, onde os jovens poderão ganhar brindes e aprender mais sobre os riscos dos vapes. A campanha também será divulgada nas redes sociais e em locais públicos. Além disso, um manifesto foi assinado por várias organizações pedindo a proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil. Especialistas afirmam que é importante desmascarar a imagem positiva que a indústria do tabaco tenta criar em torno dos vapes, pois eles contêm substâncias tóxicas que podem causar danos à saúde. A venda de cigarros eletrônicos é proibida no Brasil desde 2009, mas ainda há problemas de fiscalização e aceitação social do produto. Pesquisadores alertam que a dependência da nicotina pode levar os jovens a fumar cigarros convencionais, que são mais baratos. Um estudo recente mostrou que para cada R$ 1 de lucro da indústria do tabaco, o governo gasta R$ 5 com doenças relacionadas ao fumo.
A nova campanha do Movimento VapeOFF, promovida pela Fundação do Câncer, alerta os jovens sobre os riscos dos cigarros eletrônicos. Com o slogan “Bonito por fora, tóxico por dentro”, a ação busca conscientizar sobre os perigos dos vapes, especialmente no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado neste sábado, 31 de maio.
A mobilização inclui ações interativas, como a “Roleta que dá a real”, que ocorrerá no Posto 10 da Praia de Ipanema. Promotoras convidarão o público a girar a roleta para ganhar brindes, que virão acompanhados de informações sobre os riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos. Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que 70% dos usuários de vapes têm entre 15 e 24 anos, evidenciando a preocupação com a saúde pública.
A campanha é uma parceria com diversas organizações, incluindo o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e a ACT Promoção da Saúde. O objetivo é desmascarar a imagem de modernidade e segurança que a indústria do tabaco promove em torno dos vapes. Dados do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad) mostram que mais de 77% dos usuários de vapes afirmam que o produto não os ajudou a parar de fumar cigarros convencionais.
Mobilização e Apoio
Além das ações nas ruas, a campanha será divulgada nas redes sociais e em terminais de ônibus no Rio de Janeiro. Uma carta-manifesto, assinada por 56 organizações, pede a proibição e o combate aos cigarros eletrônicos no Brasil. Milena Maciel de Carvalho, consultora da área de tabagismo da Fundação do Câncer, afirma que é um dever coletivo proteger os jovens dos riscos ocultos nos vapes.
A comercialização e a propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil desde 2009. A Resolução da Diretoria Colegiada RDC n° 855/2024 reforçou essa proibição, incluindo restrições ao uso em locais fechados. O epidemiologista André Szklo, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), alerta que a aceitação social dos vapes representa um desafio para a fiscalização. Ele destaca que o Brasil tem conseguido proteger sua juventude mais do que países onde a venda é permitida.
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