Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Imunoterapia traz esperança a pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço

Imunoterapia com pembrolizumabe promete dobrar a sobrevida de pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço, revelam estudos recentes.

0:00
Carregando...
0:00

Um novo estudo mostrou que a imunoterapia com o medicamento pembrolizumabe pode ajudar pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço a viver mais tempo sem que a doença retorne. Este é um avanço importante, já que não houve inovações significativas nesse tipo de câncer nos últimos 20 anos. Laura Marston, uma paciente de 45 anos, foi diagnosticada com câncer de língua há seis anos e recebeu esse tratamento antes e depois de uma cirurgia. Os pesquisadores afirmam que a imunoterapia ajuda o corpo a se preparar para combater o câncer caso ele volte. A nova abordagem dobrou o tempo médio que os pacientes ficaram livres do câncer, passando de 2,5 anos para cinco anos. Após três anos, os pacientes que usaram pembrolizumabe tiveram um risco 10% menor de recorrência da doença. Laura, que teve que passar por uma cirurgia complexa e reaprender a falar e comer, agora se sente bem e trabalha em tempo integral. Os pesquisadores acreditam que essa imunoterapia pode mudar a vida de muitos pacientes e que o tratamento deve ser disponibilizado no sistema de saúde público britânico. O estudo envolveu 192 hospitais em 24 países e foi financiado pela empresa farmacêutica MSD.

Centenas de milhares de pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço podem ter uma vida mais longa sem recorrência da doença, graças ao uso do medicamento de imunoterapia pembrolizumabe, conforme um recente ensaio clínico. Este avanço representa a primeira inovação significativa no tratamento desse tipo de câncer em duas décadas.

Laura Marston, de 45 anos, diagnosticada com câncer avançado na língua há seis anos, é um exemplo do impacto positivo do tratamento. Ela recebeu imunoterapia antes e depois da cirurgia, o que ajudou seu corpo a se preparar para combater a doença caso ela retornasse. Mais da metade dos pacientes diagnosticados com câncer avançado de cabeça e pescoço morrem em até cinco anos, e Laura tinha apenas 30% de chance de sobrevivência em 2019.

Após uma cirurgia para remover a língua e gânglios linfáticos, Laura teve que reaprender a falar e comer. Ela participou de um estudo internacional que envolveu mais de 350 pacientes, recebendo pembrolizumabe para fortalecer seu sistema imunológico. O professor Kevin Harrington, responsável pelo estudo no Reino Unido, afirmou que o tratamento permite que o sistema imunológico “observe” o tumor e gere uma resposta antitumoral.

Resultados Promissores

Os resultados do estudo mostraram que a nova abordagem dobrou o tempo médio de pacientes livres de câncer, passando de dois anos e meio para cinco anos. Após três anos, os pacientes tratados com pembrolizumabe apresentaram um risco 10% menor de recorrência da doença.

Laura, agora trabalhando em tempo integral, expressou sua gratidão pelo tratamento: “Fazer essa imunoterapia incrível me devolveu a vida.” Os pesquisadores destacam que a administração do medicamento antes da cirurgia é crucial para treinar o corpo a combater o câncer.

O professor Harrington acredita que a imunoterapia pode “mudar o mundo” para esses pacientes, reduzindo significativamente a chance de o câncer se espalhar. Com cerca de 12.800 novos casos diagnosticados anualmente no Reino Unido, a nova abordagem deve ser disponibilizada no Serviço Nacional de Saúde (NHS).

Os resultados do estudo, denominado Keynote, foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e envolveram 192 hospitais em 24 países, sendo liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington e financiado pela empresa farmacêutica MSD.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais