A Rede D’Or decidiu parar de usar o óxido nitroso, conhecido como gás do riso, em anestesias, reduzindo seu uso em 80% e economizando R$ 3,5 milhões. Essa mudança começou em dois hospitais em São Paulo e será ampliada para 79 unidades, com exceção de cirurgias pediátricas. O gás é muito poluente, sendo 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono em causar efeito estufa, e sua utilização era mais um hábito do que uma necessidade. A redução já evitou emissões equivalentes a 31 milhões de quilômetros rodados por um carro.
A Rede D’Or anunciou a redução de 80% no uso do óxido nitroso (N₂O), conhecido como gás do riso, em suas anestesias. A decisão, que visa diminuir o impacto ambiental, resultou em uma economia de R$ 3,5 milhões. A iniciativa começou em maio de 2023 em dois hospitais de São Paulo e será expandida para 79 unidades da rede, com exceção de cirurgias pediátricas.
O N₂O é um anestésico utilizado desde o século XIX, mas é 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO₂) em termos de efeito estufa. O coordenador do projeto, Leopoldo Muniz, afirmou que a utilização do gás era uma questão de hábito, já que sua eficácia é questionável.
A redução no uso do N₂O evita emissões equivalentes à pegada de carbono de 31 milhões de quilômetros rodados por um carro a combustão, ou quase 800 voltas ao redor da Terra. A diretora de Qualidade Corporativa, Helidea Lima, destacou que a utilização do gás será restrita a casos específicos, como cirurgias em crianças com acesso venoso difícil.
A decisão da Rede D’Or reflete uma crescente preocupação com a sustentabilidade na área da saúde, alinhando práticas médicas com a preservação ambiental.
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