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Censo revela queda de 18% na população de coelhos de monte na península Ibérica

Censo revela queda de 18% na população de coelhos de monte na Península Ibérica, com urgência em ações de conservação.

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Um censo recente mostrou que a população de coelhos de monte na península Ibérica caiu 18% entre 2009 e 2022, com uma queda alarmante de 57,75% em áreas florestais. Essa diminuição é preocupante e destaca a necessidade de ações de conservação. Os coelhos enfrentam problemas devido a mudanças no uso do solo e doenças. O estudo, parte do projeto europeu Life Iberconejo, revelou que a densidade de coelhos é maior em áreas agrícolas, onde eles causam danos, enquanto nas zonas florestais, onde deveriam ser mais abundantes, a situação é crítica. O coelho de monte é importante para o ecossistema, servindo de alimento para várias espécies, incluindo o lince e o águia imperial. O mapeamento da população foi feito com dados de capturas e contagens em várias regiões, permitindo uma análise detalhada da situação da espécie.

O conejo de monte, espécie vital para os ecossistemas mediterrâneos, enfrenta uma crise populacional. Um censo realizado entre dois mil e nove e dois mil e vinte e dois revelou uma queda geral de 18% na população, com uma diminuição alarmante de 57,75% em áreas florestais. Essa situação acende um alerta sobre a necessidade de ações de conservação imediatas.

O estudo, parte do projeto europeu Life Iberconejo, utilizou dados de capturas cinegéticas e explorações de campo em regiões como Andaluzia, Castilla-La Mancha, Extremadura e Portugal. O censo destaca que, enquanto as áreas agrícolas apresentam uma redução de apenas 10%, as florestais estão em “queda livre”. Os autores do estudo ressaltam que essa informação é “vital para a tomada de decisões” sobre a conservação da espécie.

A pesquisa também revelou que a densidade populacional do conejo de monte é alta em quatro grandes zonas agrícolas da Espanha, onde a espécie causa danos significativos à agricultura. O diretor do projeto, Ramón Pérez de Ayala, afirmou que essas áreas enfrentam explosões populacionais de coelhos, complicando a situação para os agricultores e caçadores. Em contraste, nas regiões de monte mediterrâneo, como Sierra Morena e partes de Portugal, a população está em declínio acentuado.

O conejo de monte é considerado um “engenheiro de ecossistemas”, essencial para a sobrevivência de mais de quarenta espécies de predadores, incluindo o lince e a águia imperial. O Instituto de Pesquisa em Recursos Cinegéticos (IREC) desenvolveu um modelo matemático para mapear a distribuição da espécie, integrando dados de várias fontes. Essa colaboração entre diferentes entidades, incluindo o Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação, visa padronizar metodologias de monitoramento e garantir resultados confiáveis.

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