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Construir ciclovias como em Copenhague pode economizar bilhões em saúde globalmente

Ciclovias podem reduzir em 6% as emissões de carbono e gerar economia de até $ 435 bilhões em saúde, segundo estudo da PNAS.

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Um estudo recente mostrou que construir ciclovias, como as de Copenhague, pode diminuir as emissões de carbono em 6% e economizar até 435 bilhões de dólares em saúde. A pesquisa analisou 11.587 cidades em 121 países, abrangendo cerca de 2 bilhões de pessoas. Os pesquisadores descobriram que cada quilômetro de ciclovia pode aumentar os deslocamentos de bicicleta em 13.400 quilômetros. A segurança no trânsito é fundamental para incentivar o uso da bicicleta, e ciclovias protegidas são as mais eficazes. Além disso, o estudo sugere que é importante redesenhar as ruas para facilitar a mobilidade a pé e de bicicleta. Em muitas cidades, a maior parte do espaço público é destinada a carros, o que dificulta a mobilidade de pedestres. Cidades mais densas podem ajudar a reduzir a dependência de veículos. A pesquisa também destaca que, em países como Índia e Estados Unidos, melhorar a infraestrutura para ciclistas e pedestres pode reduzir mortes em acidentes e melhorar a qualidade do ar.

Um estudo publicado na revista PNAS revela que a construção de ciclovias, seguindo o modelo de Copenhague, pode reduzir em 6% as emissões de carbono e gerar uma economia de até 435 bilhões de dólares em saúde. A pesquisa analisou dados de 11.587 cidades em 121 países, abrangendo cerca de 2 bilhões de pessoas, ou 41% da população global.

Os pesquisadores utilizaram um modelo estatístico para avaliar variáveis como clima, preço da gasolina e PIB per capita. Adam Millard-Ball, autor principal do estudo, destaca que redesenhar as ruas com ciclovias traz benefícios significativos para a saúde e o clima. Ele afirma que não é necessário que todas as cidades se tornem como Copenhague para obter resultados positivos, citando exemplos de sucesso em locais como Buenos Aires e Montreal.

A pesquisa também aponta que cada quilômetro adicional de ciclovia pode resultar em aproximadamente 13.400 quilômetros a mais de deslocamentos em bicicleta. O estudo enfatiza que a segurança no trânsito é um fator crucial para incentivar o uso da bicicleta, com ciclovias protegidas sendo as mais eficazes. Millard-Ball ressalta que há uma demanda acumulada por infraestrutura cicloviária, já que muitas pessoas desejam pedalar, mas não o fazem devido ao medo do tráfego.

Desafios da Mobilidade Ativa

Além das ciclovias, o estudo sugere que o redesenho das ruas para facilitar deslocamentos a pé e de bicicleta é essencial. Em cidades como Madrid, 68% do espaço público é destinado a carros, enquanto apenas 32% é para pedestres. Essa situação se agrava nas periferias, onde a proporção pode cair para 25%. A maioria das calçadas é estreita e não atende a critérios de acessibilidade, dificultando a mobilidade de pessoas vulneráveis.

O estudo também destaca a importância de densificar as cidades, promovendo a construção de edifícios altos e reduzindo a dependência de veículos. Manuel Franco, pesquisador do Basque Centre for Climate Change, afirma que cidades mais densas incentivam a caminhada, pois tornam o uso do carro menos viável. Ele enfatiza que todas as cidades podem se tornar mais caminháveis, o que traz benefícios tanto para a saúde quanto para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Por fim, a pesquisa indica que, em países como Índia e Estados Unidos, onde as taxas de mortalidade de pedestres são elevadas, a redução de mortes em acidentes pode ser um dos principais benefícios da infraestrutura para ciclistas e pedestres. Além disso, a melhoria da qualidade do ar e a diminuição do estresse psicofisiológico são outros resultados positivos esperados com a implementação dessas medidas.

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