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Esclerose lateral amiotrófica é mais frequente entre usuários de medicamentos psiquiátricos

Uso de medicamentos psiquiátricos cresce, mas estudo alerta para possível ligação com Esclerose Lateral Amiotrófica. Sintomas neuromusculares merecem atenção.

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O uso de medicamentos psiquiátricos, como ansiolíticos, antidepressivos e sedativos, está aumentando, mas isso levanta preocupações sobre o uso excessivo dessas drogas. Um estudo recente sugere que esses medicamentos podem estar ligados a um risco maior de desenvolver Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), embora não se tenha certeza se há uma relação de causa e efeito. O estudo, publicado no Jama Network, mostra que o uso de ansiolíticos pode aumentar o risco de ELA em 34%, enquanto antidepressivos e sedativos aumentam esse risco em 26% e 21%, respectivamente. Apesar disso, especialistas afirmam que o risco de desenvolver a doença ainda é baixo. A ELA é rara, afetando uma em cada 50 mil pessoas anualmente, e não tem cura, mas existem tratamentos que podem ajudar. Os médicos recomendam que quem usa esses medicamentos fique atento a sintomas como fraqueza e dificuldades para falar ou engolir. Pesquisas anteriores já mostraram que problemas psiquiátricos podem estar relacionados a doenças neurológicas, e manter um estilo de vida saudável pode ajudar na prevenção da ELA.

O uso de medicamentos psiquiátricos tem aumentado globalmente, refletindo um crescimento nos diagnósticos, mas também gerando preocupações sobre a banalização dessas drogas. Um estudo recente sugere que o uso de ansiolíticos, antidepressivos e sedativos pode estar associado a um risco maior de desenvolver Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), embora a relação de causalidade ainda não esteja comprovada.

Os dados do estudo, publicado no periódico Jama Network, indicam que o uso de ansiolíticos está ligado a um risco 34% maior de ELA, enquanto antidepressivos e sedativos apresentam riscos 26% e 21% superiores, respectivamente. Apesar do alerta, especialistas afirmam que o risco de desenvolver a doença neurodegenerativa continua sendo muito baixo. Diogo Haddad, chefe do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que a associação não implica necessariamente em causalidade.

A ELA é uma doença rara, com um diagnóstico a cada 50 mil pessoas anualmente no Ocidente. A causa permanece desconhecida e não há cura disponível, embora tratamentos possam desacelerar a progressão da doença. Haddad recomenda que pacientes em uso de medicamentos psiquiátricos fiquem atentos a sintomas neuromusculares, como fraqueza progressiva e dificuldade para falar e engolir.

Relação entre Sintomas Psiquiátricos e ELA

Pesquisas anteriores já haviam indicado uma conexão entre sintomas psiquiátricos e condições neurológicas, mas essa relação ainda carece de compreensão. Susannah Tye, pesquisadora do Instituto do Cérebro da Universidade de Queensland, observa que sintomas psiquiátricos refletem mudanças biológicas reais e não são apenas manifestações de sofrimento mental. Ela ressalta que transtornos psiquiátricos estão associados a fatores como estresse crônico e inflamação, que podem estar ligados à neurodegeneração.

A prevenção da ELA é desafiadora, mas manter um estilo de vida saudável pode ajudar. Isso inclui tratar a saúde mental, praticar atividades físicas e evitar substâncias tóxicas, como álcool e cigarro. O estudo recente serve como um alerta para profissionais de saúde, enfatizando a importância de monitorar sintomas neuromusculares em pacientes em uso de medicamentos psiquiátricos.

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