O Instituto Pasteur de Dakar, fundado em 1924, está lançando um novo projeto chamado MADIBA, que visa construir um complexo para fabricar vacinas em Dakar. Sob a liderança de Amadou Alpha Sall, o objetivo é produzir até 1 bilhão de doses de vacinas por ano, ajudando a África a se tornar mais independente na produção de vacinas. O projeto recebeu 220 milhões de dólares em investimentos e pretende atender a necessidades de saúde no continente, como vacinas contra Ebola e sarampo. A instalação terá tecnologia avançada para produzir vacinas líquidas e liofilizadas, além de medicamentos. Sall destaca a importância de não depender de outros países para suprir as necessidades de saúde africanas. A pandemia de COVID-19 mostrou a vulnerabilidade da África, que importa a maior parte de suas vacinas. Com o apoio de líderes africanos, a meta é aumentar a produção local de vacinas de 1% para 60% até 2040. O projeto MADIBA é um passo importante nessa direção e já atraiu jovens cientistas, como Youssouf Balde, que voltou do Canadá para ajudar. O Instituto conta com mais de 50 cientistas dedicados ao desenvolvimento de vacinas, muitos dos quais retornaram ao país após estudar no exterior.
O Instituto Pasteur de Dakar (IPD) celebra sua trajetória de quase 100 anos com um novo projeto ambicioso. Sob a liderança de Amadou Alpha Sall, o IPD está desenvolvendo o projeto MADIBA, um complexo de fabricação de vacinas em Dakar. O objetivo é produzir até 1 bilhão de doses anualmente, promovendo a soberania vacinal na África.
O evento de comemoração, realizado em dezembro, reuniu mais de 300 pessoas, incluindo pesquisadores, líderes filantrópicos e ministros da saúde. Sall, que foi o primeiro diretor negro do IPD, destacou a importância de construir uma infraestrutura de saúde autônoma no continente. O projeto MADIBA, que recebeu US$ 220 milhões em investimentos, visa atender às necessidades de saúde africanas, produzindo vacinas contra doenças como Ebola e sarampo.
O complexo, localizado nos arredores de Dakar, contará com plataformas de biomanufatura de alta performance. A instalação permitirá a produção de vacinas líquidas e liofilizadas, além de medicamentos. Sall enfatiza que a iniciativa busca não depender de outros países para suprir as necessidades de saúde da população africana.
A pandemia de COVID-19 evidenciou a vulnerabilidade da África em relação à produção de vacinas, com mais de 90% dos medicamentos e 99% das vacinas sendo importados. Em resposta, líderes africanos se comprometeram a aumentar a produção local de vacinas de 1% para 60% até 2040. O projeto MADIBA é visto como um passo crucial para alcançar essa meta, reunindo apoio de investidores e organizações internacionais.
Sall também está focado em formar uma nova geração de cientistas africanos, incentivando o retorno de talentos que atuam no exterior. O projeto já atraiu jovens pesquisadores, como Youssouf Balde, que retornou do Canadá para contribuir com a iniciativa. O IPD atualmente conta com mais de 50 cientistas dedicados ao desenvolvimento de vacinas, com uma parte significativa deles tendo voltado ao país após estudos no exterior.
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