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Tabagismo volta a crescer e preocupa especialistas sobre saúde pública

Brasil registra aumento no tabagismo entre adultos, com índices subindo de 9,3% para 11,6% em um ano, impactando especialmente os jovens.

Vape (Foto: Pixabay)
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O Brasil está enfrentando um aumento preocupante no número de fumantes adultos, que subiu de 9,3% para 11,6% em 2024, após anos de redução. Esse crescimento é especialmente notável entre os jovens, devido a novos produtos de tabaco, como cigarros eletrônicos com sabores, e a estratégias de marketing que atraem adolescentes. Em 2023, 13,8% dos homens e 9,8% das mulheres fumaram. A indústria do tabaco investe em produtos que parecem inofensivos, mesmo sabendo que o cigarro tradicional é muito perigoso. O governo gasta muito mais em saúde do que arrecada com impostos da indústria do tabaco. Apesar das proibições, cigarros eletrônicos são promovidos em eventos e nas redes sociais, o que preocupa especialistas. É importante que haja fiscalização e campanhas de saúde que falem diretamente com os jovens, além de conversas abertas em casa e nas escolas sobre os riscos do tabaco. A saúde das crianças e adolescentes deve ser uma prioridade, e é alarmante que o Brasil esteja vendo um aumento no tabagismo após tanto progresso.

O Brasil enfrenta um retrocesso alarmante no combate ao tabagismo. Após décadas de sucesso, com a redução de fumantes adultos de 35% para menos de 10% entre os anos 1980 e 2010, o país registrou um aumento significativo em 2024. O percentual de fumantes adultos subiu de 9,3% para 11,6% em apenas um ano, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel).

Entre os homens, 13,8% fumaram em 2023, enquanto entre as mulheres o índice foi de 9,8%, com um aumento mais acentuado. Esse crescimento é atribuído a novas formas de tabaco, como cigarros eletrônicos com sabores atrativos, e a um marketing agressivo que visa o público jovem, incluindo crianças. Esses produtos, que mascaram o gosto do tabaco, têm se tornado uma porta de entrada para novos fumantes.

A indústria do tabaco investe fortemente em produtos que atraem adolescentes, sabendo que o cigarro tradicional causa a morte de metade de seus usuários. Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que o governo brasileiro gasta R$ 5 em custos de saúde para cada R$ 1 arrecadado pela indústria. Além disso, para cada R$ 156 mil de lucro, uma vida é perdida.

Marketing e Influência

Apesar da proibição, cigarros eletrônicos circulam livremente em eventos voltados para jovens e são promovidos sem restrições nas redes sociais. Influenciadores utilizam uma estética jovem e linguagem acessível, fazendo com que esses produtos pareçam inofensivos. Essa estratégia de marketing é uma preocupação crescente, pois pode levar a uma nova geração de fumantes.

É essencial que haja fiscalização rigorosa nas redes sociais e controle sobre a propaganda ilegal de produtos de tabaco. Campanhas de saúde pública devem ser adaptadas para dialogar com as novas gerações. Além disso, é fundamental que as famílias conversem abertamente sobre os riscos do tabaco e que as escolas desempenhem seu papel na formação de crianças críticas e informadas.

A saúde das crianças e adolescentes deve ser uma prioridade, e é inaceitável que, após décadas de progresso, o Brasil enfrente um aumento no tabagismo. O futuro da saúde pública depende de ações efetivas para proteger as novas gerações dos perigos do tabaco.

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