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Combustíveis fósseis precisam reflorestar cinco Amazônias para zerar emissões

Empresas de combustíveis fósseis enfrentam necessidade urgente de descarbonização, pois compensações ambientais se mostram inviáveis.

Segundo cientistas, trabalho de neutralização de emissões já não é mais o (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
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Uma pesquisa recente mostrou que as 200 maiores empresas de combustíveis fósseis precisariam de uma área cinco vezes maior que a Amazônia para compensar suas emissões de gases de efeito estufa até 2050. O estudo revelou que seriam necessários 24,7 milhões de quilômetros quadrados, um espaço maior que o Brasil e a América do Norte juntos. Essa solução é considerada inviável, pois exigiria a destruição de cidades e terras agrícolas. Com as mudanças climáticas em curso, é essencial reduzir as emissões de dióxido de carbono. Embora o reflorestamento ajude a capturar carbono, os cientistas afirmam que isso não é suficiente. A pesquisa concluiu que cerca de 95% das empresas teriam um valor negativo se tentassem compensar suas emissões. Por isso, os pesquisadores defendem que a verdadeira solução é a descarbonização direta, focando na redução das emissões em vez de depender de compensações. Mesmo com a mudança para energias limpas, uma grande quantidade de carbono ainda será liberada, tornando a descarbonização urgente.

Cinco vezes a Amazônia: área necessária para compensar emissões de combustíveis fósseis

Uma pesquisa recente revelou que as 200 maiores empresas de combustíveis fósseis precisariam de uma área equivalente a cinco vezes a Amazônia para compensar suas emissões de gases de efeito estufa até 2050. O estudo, publicado na *Communications Earth & Environment*, analisou as reservas dessas empresas e estimou a quantidade de CO2 que será liberada.

Os dados indicam que seriam necessários 24,7 milhões de quilômetros quadrados para neutralizar as emissões, um território que supera a extensão do Brasil e da América do Norte. No entanto, essa solução é considerada inviável, pois implicaria sacrificar cidades e áreas agrícolas. Com as mudanças climáticas em andamento, a redução das emissões de dióxido de carbono se tornou um desafio crucial para as corporações.

Além de buscar inovações tecnológicas, o reflorestamento é visto como uma medida eficaz, já que as árvores capturam carbono. Contudo, cientistas afirmam que essa abordagem não é mais suficiente. A pesquisa avaliou a “valorização líquida ambiental” das 200 maiores petrolíferas, concluindo que cerca de 95% delas teriam um valor negativo se tentassem compensar suas emissões.

Diante desse cenário, os pesquisadores sugerem que a verdadeira estratégia deve ser a descarbonização direta das empresas, priorizando a redução das emissões em vez de depender de compensações ambientais. Mesmo com a transição para energias limpas, uma quantidade significativa das 182 bilhões de toneladas de carbono nas reservas ainda será liberada, tornando a descarbonização uma necessidade urgente.

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