A Coreia do Sul vai proibir a venda de carne de cachorro a partir de 2024, permitindo que criadores encerrem suas atividades até 2027. Estima-se que existam cerca de 500 mil cães em fazendas de carne no país, e muitos criadores estão tendo dificuldades para vender os animais restantes. Alguns, como Chan-woo, que possui 600 cães, estão preocupados com a possibilidade de prisão após o prazo. A falta de um plano do governo para realocar os cães resgatados gera apreensão entre ativistas e criadores, que temem pela eutanásia dos animais. A Humane World for Animals Korea informou que, apesar da proibição, ainda não há soluções claras para os cães restantes, e muitos abrigos estão superlotados. Alguns criadores tentam enviar cães para adoção em outros países, mas muitos se sentem sem alternativas para sustentar suas famílias. Joo, um criador, expressa preocupação com a situação financeira de seus colegas, que estão se endividando. A proibição reflete uma mudança cultural na Coreia do Sul, onde a percepção sobre o consumo de carne de cachorro está mudando, com apenas 8% da população tendo consumido essa carne no último ano.
Quando não está pregando a palavra de Deus, o reverendo Joo Yeong-bong, de 60 anos, enfrenta um dilema: a proibição da venda de carne de cachorro na Coreia do Sul, que entra em vigor em 2024. A legislação, aprovada em janeiro de 2023, permite que criadores como Joo encerrem suas atividades até fevereiro de 2027. Estima-se que existam cerca de 500 mil cães em fazendas de carne no país, e muitos criadores estão lutando para vender os animais restantes.
Criadores de cães, como Chan-woo, de 33 anos, enfrentam dificuldades para se desfazer de seus animais. Ele possui 600 cães e teme a possibilidade de prisão após o prazo de tolerância. “Não consigo processar o número de cães que tenho”, afirma. A falta de um plano claro do governo para realocar os cães resgatados gera preocupações entre ativistas e criadores, que temem pela eutanásia dos animais.
A Humane World for Animals Korea (Hwak) destaca que, apesar da proibição, o governo e grupos civis ainda buscam soluções para os cães restantes. Um porta-voz do Ministério da Agricultura afirmou que os governos locais assumiriam a responsabilidade pelos cães entregues, mas a realocação tem se mostrado desafiadora. A superlotação nos abrigos de resgate é uma realidade, e muitos cães enfrentam a perspectiva de serem sacrificados.
Enquanto isso, alguns criadores tentam soluções alternativas, como enviar cães para adoção em países como Canadá e Estados Unidos. A proibição da carne de cachorro reflete uma mudança cultural na Coreia do Sul, onde a percepção sobre o consumo de carne de cachorro tem se tornado cada vez mais negativa. Uma pesquisa de 2024 revelou que apenas 8% da população havia consumido carne de cachorro no último ano.
Com a proibição, muitos criadores se veem sem alternativas para sustentar suas famílias. Joo expressa preocupação com o futuro de seus colegas: “As pessoas estão se afogando em dívidas”. A incerteza sobre o que acontecerá com os cães restantes e a falta de um plano eficaz do governo geram um clima de desespero entre aqueles que dependem dessa indústria.
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