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Cientistas desenvolvem teste para identificar risco de aborto em gestantes

Cientistas desenvolvem teste que identifica problemas no revestimento do útero, potencializando tratamentos para abortos espontâneos.

Charlie Beattie segura seu bebê de nove semanas nos braços depois de muitos anos de abortos espontâneos (Foto: Charlie Beattie)
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Cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, criaram um teste que identifica problemas no revestimento do útero, que podem aumentar o risco de aborto espontâneo. Essa descoberta pode ajudar mulheres que têm dificuldades para manter a gravidez. A pesquisa mostrou que algumas mulheres com histórico de abortos não têm um útero que se adapta bem para receber o embrião. Muitas delas acreditam que têm apenas “má sorte”, mas os resultados indicam que o útero pode ser um fator importante. Um em cada seis gestações termina em aborto, especialmente antes das doze semanas, e cada aborto aumenta o risco de novos episódios. O novo teste está sendo aplicado em mais de mil pacientes e analisa se o revestimento do útero reage de forma saudável ou não. A história de Charlie Beattie, que teve vários abortos e, após o teste, descobriu que seu útero não era adequado, mostra o impacto emocional dessa situação. Depois de iniciar um tratamento, ela conseguiu levar a gravidez até o final e teve uma filha. A diretora de pesquisa da Tommy’s, Jyotsna Vohra, ressaltou a importância de garantir que todas as mulheres tenham acesso a esses testes e tratamentos. Os pesquisadores também planejam investigar outros medicamentos além da sitagliptina, que é usada para diabetes, já que muitos remédios não são testados em mulheres grávidas.

Cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, desenvolveram um teste inovador que identifica anomalias no revestimento do útero, aumentando o risco de aborto espontâneo. Essa descoberta pode abrir novas possibilidades de tratamento para mulheres que enfrentam perdas gestacionais recorrentes.

A pesquisa revelou que, em algumas mulheres com histórico de abortos espontâneos, o revestimento do útero não se adapta adequadamente, dificultando a implantação do embrião. Jo Muter, pesquisadora da Warwick Medical School, destacou que muitas mulheres acreditam ter apenas “má sorte”, mas os resultados sugerem que o próprio útero pode contribuir para a perda da gravidez antes mesmo da concepção.

Cerca de uma em cada seis gestações termina em aborto espontâneo, principalmente antes das doze semanas. Cada episódio aumenta o risco de novas perdas. O novo teste, que está sendo aplicado em mais de 1.000 pacientes no Centro Nacional Tommy de Pesquisa sobre Perda Gestacional, mede sinais de uma reação saudável ou defeituosa no revestimento do útero.

Impacto nas Pacientes

A história de Charlie Beattie, que sofreu múltiplos abortos espontâneos, ilustra o impacto emocional dessa condição. Após participar do estudo e descobrir que seu útero não era “hospitaleiro para bebês”, ela iniciou um tratamento com sitagliptina. Após três meses, conseguiu levar sua gravidez até o final, resultando no nascimento de sua filha, June.

A diretora de pesquisa da Tommy’s, Jyotsna Vohra, enfatizou a necessidade de garantir acesso a testes e tratamentos eficazes para todas as mulheres que enfrentam perdas gestacionais. Ela espera que os resultados do projeto-piloto em Coventry sejam considerados para implementação em todo o Reino Unido.

Os pesquisadores planejam usar o teste para explorar tratamentos medicamentosos adicionais, além da sitagliptina, que é comumente utilizada para diabetes. A pesquisa ainda destaca que 80% dos medicamentos não são testados em mulheres grávidas, levantando questões sobre a eficácia de outras opções disponíveis.

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