- Walter Casagrande Júnior compartilhou sua trajetória de recuperação da dependência química no programa Sem Censura, da TV Brasil, em três de julho de dois mil e vinte e cinco.
- Ele detalhou o acidente de carro que o levou a uma clínica psiquiátrica em setembro de dois mil e sete.
- Casagrande falou sobre a dificuldade em aceitar seu diagnóstico e como a dependência afetou sua relação com a família.
- Ele destacou a importância da cultura em sua reabilitação, mencionando atividades como teatro e cinema.
- Hoje, aos 61 anos, Casagrande busca desestigmatizar a dependência e enfatiza a importância de reconhecer seus limites.
Walter Casagrande Júnior, ex-jogador e comentarista esportivo, compartilhou sua trajetória de recuperação da dependência química em participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, na última quinta-feira (3). O relato emocionou o público, trazendo à tona experiências difíceis que ele já havia abordado em seu livro “Travessia”.
Casagrande detalhou o acidente de carro que o levou a uma clínica psiquiátrica em setembro de 2007. Ele descreveu como a dependência química o fez perder o controle sobre sua vida. “A droga escolhia por mim”, afirmou, refletindo sobre os momentos mais sombrios de sua luta contra o vício. Após o acidente, o ex-jogador acordou em um ambiente isolado, onde passou seis meses sem visitas.
No início do tratamento, Casagrande não aceitava seu diagnóstico. Ele recordou a revolta que sentia, acreditando que poderia parar a qualquer momento. Uma psicóloga o confrontou com a realidade, fazendo-o perceber que sua relação com a família havia sido prejudicada pelo vício. “Aquilo me desmontou”, disse ele, ressaltando a importância do tratamento.
A recuperação não foi fácil, mas Casagrande encontrou novos caminhos. Ele destacou a relevância da cultura em sua reabilitação, começando a frequentar teatro e cinema como parte de sua terapia. “Troquei o prazer da droga pelo da cultura”, revelou, enfatizando como essa nova rotina o ajudou a se manter limpo.
Hoje, aos 61 anos, Casagrande compartilha sua história com empatia, buscando desestigmatizar a dependência. “Sou eu que tenho que saber a hora de ir. E hoje eu consigo isso”, concluiu, mostrando que a liberdade está em reconhecer seus limites.
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