- A prática de exercícios físicos é importante, mas treinar durante gripes e resfriados gera dúvidas.
- A médica do esporte Nicole Nardy e o educador físico Jancei Dias explicam a “regra do pescoço” para decidir sobre a atividade física.
- Sintomas acima do pescoço, como coriza e dor de garganta leve, permitem treinos leves a moderados. Sintomas graves, como febre, indicam a suspensão dos exercícios.
- Exercícios leves, como caminhadas e yoga, são recomendados, desde que a frequência cardíaca não ultrapasse 70% da máxima para a idade.
- O descanso, a hidratação e a alimentação adequada são essenciais para a recuperação. Após a melhora, o retorno aos treinos deve ser gradual.
Na rotina agitada, muitos se perguntam se devem continuar a treinar durante gripes e resfriados. A prática de exercícios é essencial para o bem-estar, mas a saúde deve ser priorizada. A médica do esporte Nicole Nardy e o educador físico Jancei Dias esclarecem a situação.
A regra do pescoço é uma orientação comum para decidir sobre a prática de exercícios durante infecções. Se os sintomas estão acima do pescoço, como coriza e leve dor de garganta, treinos leves a moderados são geralmente permitidos. No entanto, se os sintomas forem mais graves, como febre ou dor no peito, a recomendação é evitar a atividade física.
Treinar doente pode sobrecarregar o organismo e atrasar a recuperação. Jancei Dias alerta que, mesmo com sintomas leves, a prática de exercícios pode liberar citocinas inflamatórias, prejudicando a saúde. A febre é um sinal claro para suspender os treinos, pois aumenta o risco de desidratação e complicações cardíacas.
Exercícios Leves e Recuperação
Atividades de intensidade leve, como caminhadas e yoga, podem ser realizadas, desde que a frequência cardíaca permaneça controlada. Nicole Nardy sugere que a intensidade deve ser medida pela frequência cardíaca, que deve ser mantida abaixo de 70% da máxima para a idade. Caso haja qualquer sinal de cansaço excessivo ou piora dos sintomas, é essencial interromper os exercícios.
Um mito comum é que o suor ajuda a eliminar vírus. Na verdade, o que realmente contribui para a recuperação é o descanso, a hidratação e a alimentação adequada. Forçar o corpo a suar pode agravar a situação, especialmente em casos de febre.
Se os sintomas persistirem, é fundamental buscar avaliação médica. Jancei recomenda que, após a recuperação, o retorno aos treinos deve ser gradual, começando com 50% da carga habitual e monitorando a evolução. O descanso é parte essencial do processo de recuperação e evolução no treino.
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